Cícero Cattani
01 set 2017

“Viagem da vitória”. Richa e Fanini no Caribe

<<<Selfie de Beto e Fernanda Richa (à frente), com Betina e Maurício Fanini na “viagem da vitória” /

(Com informações da Folha de S. Paulo)

O dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, disse em acordo de delação premiada com o Procuradoria-Geral da República que pagou R$ 12 milhões de propina a um intermediário do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Parte dos recursos foi entregue, segundo o delator, em um banheiro de uma secretaria e também camuflado em caixas de garrafas de vinho.

O intermediário do governador apontado pelo empreiteiro é Maurício Fanini, amigo de Richa que foi nomeado por ele diretor da Sude (Superintendência de Desenvolvimento Educacional), braço da Secretaria Estadual de Educação.

O delator conta que Fanini “dizia que era amigo pessoal do governador Beto Richa, com quem jogava tênis frequentemente, e as famílias se frequentavam mutuamente. O Fanini comentou comigo que tinha conversado com o governador e que a gente estava ‘bem’, por conta dos valores que estávamos arrecadando para a campanha dele”.

Souza relatou ainda que Fanini fez com Richa uma “viagem da vitória” em novembro de 2014 para Miami e Caribe para comemorar a reeleição do político no primeiro turno ao governo do Paraná. O empreiteiro disse que deu US$ 20 mil em espécie ao servidor para levar no tour.

Contou ainda eque Fanini disse “que durante a viagem comprou um relógio rolex e deu de presente para o Beto Richa. Depois ele me mostrou fotos dessa viagem e de outras situações de lazer com o Beto Richa”.

Reprodução

O empreiteiro relatou que entregou cerca de R$ 12 milhões em espécie a Fanini desviados das construções de escolas públicas que nunca foram terminadas. “Ele [Fanini] disse que, conforme acertado com o governador, parte desses valores ficaria com ele e parte iria para a campanha [de Beto Richa]”.

Souza relata que os desvios chegavam ao tucano pela seguinte via: o empreiteiro repassava a propina a Fanini que direcionava parte do montante a Ezequias Moreira da Silva, outra parte a Ricardo Rached e outra parte a Luis Abi Antoum. Os dois primeiros são assessores de Richa no Palácio Iguaçu e o último, primo dele.

O delator detalhou que primeiramente as entregas a Fanini aconteceram no banheiro da Sude, braço da Secretaria de Educação dirigido por ele.

Posteriormente, os valores, diz o delator, passaram a ser muito altos e, segundo a versão dele, o dinheiro começou a ser camuflado em caixas de garrafas de vinho.

“Eu pegava, por exemplo uma caixa com 12 garrafas, deixava apenas duas e preenchia o restante da caixa com dinheiro. Eu deixava apenas duas garrafas para que fizesse barulho quando alguém pegasse e não levantasse suspeitas”

Comentários

  • profa Eliza | 02 set 2017

    Comentar o que; que nojo e o povo idiota começa a comentar sobre cida , traiano, durval ratinho e outros da quadrilha ! Acorda paraná !

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