Cícero Cattani
15 jun 2017

STF autoriza investigação de Richa no caso Odebrechet

Folha

O ministro Og Fernandes, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), autorizou abertura de inquérito contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que será investigado por supostos crimes citados na delação da Odebrecht.

O pedido para investigar o governador foi feito pelo vice-procurador-geral da República José Bonifácio Andrada.

Fernandes encaminhou os pedidos de diligências à Polícia Federal, que agora, vai apurar o que foi solicitado pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

O ministro determinou sigilo nos autos da investigação.

Og Fernandes foi sorteado relator do inquérito, que não tem conexão com Petrobras. O relator da Lava Jato no STF é o ministro Luis Felipe Salomão.

Os delatores Benedicto Júnior, conhecido como “BJ”, e Valter Lana, ex-executivos da empreiteira, disseram aos investigadores da Lava Jato ter feito pagamentos “a pretexto de campanhas” do governador “operacionalizados por diversas pessoas”.

O material foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), que depois enviou para o STJ, foro de governador.

Na ocasião, Richa disse que todas as contas de campanhas “tiveram a origem dos recursos declarada à Justiça Eleitoral”.

DELAÇÃO DA ODEBRECHT

BJ disse que a Odebrecht financiou três campanhas de Richa com dinheiro de caixa dois e registrado pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, conhecido como “departamento da propina”.

O tucano recebeu R$ 4 milhões em 2014, segundo BJ. Richa concorria à reeleição para o governo do Estado. O codinome dos pagamentos era “Piloto”.

O valor foi “alocado” às obras da rodovia PR-323, que acabou não indo adiante, disse o delator. Segundo ele, se o projeto tivesse sido desenvolvido, “esse valor seria alocado como custo dessa obra”.

BJ também afirmou que foram pagos R$ 550 mil por meio de caixa dois – sendo R$ 450 mil em 2010, quando Richa foi eleito governador, e R$ 100 mil em 2008, quando ele venceu a reeleição para a prefeitura de Curitiba.

Nessas ocasiões, os pagamentos foram operacionalizados por Valter Lana e o codinome com “Brigão”, contou BJ.

Comentários

  • penitenciário | 15 jun 2017

    Pô até que emfim começou a aparecer as tramoias do canalha do beto; tomara que se estenda á quadrilha toda !

  • Bernard Ranfer | 15 jun 2017

    Quem era o interlocutor ou o “co-piloto”do “piloto” com a Odebrecht? No Palácio sabem quem era.

  • Vera Verdi | 15 jun 2017

    Começou o fio da meada. Tem um novelo dos grandes…

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