Cícero Cattani
05 fev 2018

Sonho de Temer ( reduzir a alta rejeição) é o de Richa

O presidente Michel Temer tem como meta trazer a  rejeição para  60%. Não deve concorrer à reeleição – pelo menos é  voz corrente, não que seja essa a torcida dos áulicos palacianos. O seu tempo de recuperação vai até final de dezembro e depende essencialmente da recuperação da economia. No campo político, nada deve mudar a seu favor, em ano de eleição.

A partir de março, na tentativa de recuperar a imagem, o presidente Michel Temer fará ofensiva publicitária para que não termine o mandato com a “pecha de falcatruas”. A equipe do presidente planeja uma campanha de marketing, para ser veiculada a partir de março, no esforço de desvincular a figura dele à corrupção  generaliza, que atinge em cheio  os ministros da casa. (Folha)

Esforço idêntico também move o governador Beto Richa, com alta desaprovação. Conforme o tamanho das cidades, onde tem os melhores índices, a rejeição passa  dos 70% nos grande centros. Contrário de Temer, o tempo de Richa é curto: sete de abril, prazo máximo para deixar o governo para concorrer ao Senado. Não indo, restaria melhorar o ibope até o final do mandato.

A campanha para recuperar a imagem – ele reelegeu-se já no primeiro turno – está custando o olha da cara. Está nas televisões, nas rádios e na internet. Presença diária.

Difícil será desvincular, a exemplo de Temer,  o nome à corrupção,  que ganha novos patamares com os inquéritos que a Polícia Federal apressa, para entregar concluídos até agosto. “Para que os eleitores saibam quem são os candidatos antes de ir às urnas”, como dito pelo diretor geral da PF, Fernando Segóvia.

“O tempo urge”, como diria o saudoso  jornalista D’Aquino Borges, ao pessoal da redação, atento ao  fechamento – todos com os nervoso à flor da pele  – da edição da Gazeta do Povo, para seguir à impressão.

O tempo contra  Richa também ruge.






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