Cícero Cattani
26 abr 2018

Sismo. Temer e PSDB negociam chapa Alckmin-Meirelles

Uma possível aliança MDB-PSDB levada pela ascensão de Joaquim Barbosa está sendo avaliada por Michel Temer e interlocutores de Geraldo Alckmin, o que leva pensar em seus reflexos na sucessão estadual. Difícil imaginar Roberto Requião e Beto Richa em um mesmo palanque. E quem seria o candidato ao governo dessa aliança  já provoca abalo sísmico de intensidade ainda não bem detetado. Seria como começar tudo de novo:  cada qual com seu candidato ao governo do seu estado.

O quadro eleitoral nacional e regional passaria por  acomodações iguais ao de um  impacto de  placas tectônicas: dois dos maiores partidos unidos na tentativa de reunificar o centro político. Tudo por conta  do fraco desempenho em pesquisas eleitorais e ascensão da pré-candidatura de Joaquim Barbosa l

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo,  o presidente Michel Temer (MDB) e o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB, voltaram a se aproximar e negociam um acordo que reunifique o centro político. Na proposta apresentada pelo Planalto, essa chapa presidencial seria encabeçada pelo tucano com o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) como candidato a vice. Alckmin analisa a ideia e, neste momento, seus aliados avaliam existirem muitos obstáculos para o acordo.

A proposta de um palanque unificado ganhou corpo após a última pesquisa Datafolha mostrar Temer, que pode ser alvo de uma terceira denúncia da Procuradoria Geral da República, estacionado com 1% das intenções de voto. O bom desempenho do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (PSB), que registrou 8%, também preocupa tucanos e emedebistas. Eles temem que ele ocupe o espaço do centro e avance sobre a centro-esquerda.

A aliança ampliaria o tempo de Alckmin nos programas eleitorais de rádio e TV e seus palanques regionais. Por ora, MDB e PSDB fazem planos de lançar, cada um, candidatos a governo em 12 Estados. Em contrapartida, o tucano incorporaria a seu discurso de campanha a defesa de programas do governo Temer.

Cruz credo!

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