Cícero Cattani
09 jul 2018

Sai Tite, entra Favreto. No mais, tudo como antes da Copa.

Não há a figura do mocinho nesse bangue-bangue entre juízes. Como não as há entre  políticos e  concorrentes  a algum posto em sete de outubro. Nem aqui nem na caixa-prego. “A trama urdida com o desembargador Rogério Favreto para soltar Lula conteve desde a sua concepção uma dose excessiva, mortal, de apelo político e emocional” (Ascândio Seleme, O Globo). Acrescento mais um: o de nos poupar das justificativas de outro gaúcho, Tite, e de seus selecionados.

Foi um domingo deveras emocionante: os meninos da Tailândia e as diatribes de Favreto e Moro. Nada mais de Copa.

A pouco menos de 90 dias das eleições, tudo aquilo que seria o “depois da Copa”, é repeteco. Tudo está como dantes – indefinições sobre quem concorre contra quem – ou votar ou não votar, a questão posta por número expressivo eleitores, como nunca observado antes em igual período.

Seria também  de calmaria,  como induz a creditar a lanterna das pesquisas Cida Borghetti viajando para o Exterior entre os dias de 13 a 19 de julho. Osmar Dias parou a campanha para curtir o nascimento de Esther (foto), a segunda neta dele. Ratinho Júnior não deu trégua: ele já é conhecido por mais de 90% do eleitorado paranaense e se mantém em primeiro lugar nas pesquisas, mas quer mais. Quem não é visto, não é lembrado –  lição aprendida do pai.

Tem ainda a oportunidade de um magistrado no comando do Estado. A Roseli Abrão explica:  Com a viagem de Cida quem deveria assumir o governo seria o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, mas ele deve se licenciar do cargo, do contrário fica inelegível, já que é candidato à reeleição.

O terceiro na linha de sucessão é o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Renato Braga Bettega.

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