Cícero Cattani
29 mar 2018

Rossoni nega que seja amigo ou braço direito de Richa

Quem acha que já viu de tudo na política paranaense, tem mais essa: “não é amigo ou braço direito” do governador do Paraná, “mas apenas aliado político”. “O fato de pessoas serem aliadas na política não traz a presunção de que um aliado protege o outro, ainda que contra disposição de lei. Ademais, o denunciado foi nomeado para a Casa Civil pelos seus méritos, em razão de sua bela carreira política, e não por qualquer outro motivo”.

Trecho da defesa de Valdir Rossoni ao Supremo Tribunal Federal contra a acusação de ter cometido crime de prevaricação. A denúncia ao STF foi oferecida no final do ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O advogado José Cid Campêlo Filho alega que o tucano não prevaricou e que, de todo modo, o suposto crime já prescreveu.

Rossoni  apresentou sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a acusação de ter cometido crime de prevaricação. A denúncia ao STF foi oferecida no final do ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na peça, a PGR aponta que Rossoni demorou praticamente três anos para colocar em votação, na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), um pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para dar prosseguimento a um processo contra o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Na condição de presidente da Alep, Rossoni foi alertado duas vezes pelo STJ sobre o processo contra o aliado, no final de 2011 e também no final de 2012. Mas, o então deputado estadual só colocou o assunto na pauta da Casa no final de 2014 (e, por 40 votos a 5, os parlamentares não autorizaram o STJ a prosseguir com o processo contra Beto Richa).

(Com informação da jornalista Catarina Scortecci, de Brasília, para a Gazeta)

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