Cícero Cattani
30 maio 2017

Greca até pode rebolar bem, no latim há dúvida

” Leitores reclamaram, queriam a tradução, citar em latim já passou de moda, somente advogados de província ainda o fazem..Sei que contrario os manuais da redação de todo o mundo, eles exigem clareza e objetividade, os leitores merecem entender o que estão lendo”, escreveu Carlos Heitor Cony em crônica para a Folha. “Reconheço o mau gosto. Mas, quando escrevo para jornais e, às vezes, para mim mesmo, uso palavras ou frases em outra língua, sobretudo a latina, na qual me eduquei e, na maioria das vezes, é a que melhor expressa o que estou pensando ou sentindo”.

Para tanto,  precisa, com o Cony ensina, dominar a língua usada por inteiro. O que não parece ter sido o caso do prefeito Rafael Greco quando rodou a baiana ao responder em latim  um questionamento de uma curitibana descontente, no Face:“Asnus asinum fricat”, digitou o prefeito, quando pretendeu dizer que “um burro coça o outro”. E provocou contestações quanto ao mau latim, descontada a grosseria.

 Luiz Antunes Rodrigues, leitor do blog, corrige:  Não é “asnus” mas sim “asinus” um substantivo da segunda declinação, masculino, “asinus” (nominativo) “asini” (genitivo). No caso em pauta, “asinum” (acusativo) é o complemento direto. Melhor seria: “Ab alio expectes alteri quod faceris” (Espera dos outros, o mesmo que lhes fizeres!)

É de calar a boca. Ou voltar para escola.

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