Cícero Cattani
02 set 2017

Richa reclamou de ter recebido pouco dinheiro, diz delator


Eduardo Lopes de Souza, dono da Valor,  disse na delação à PGR que o governador Beto Richa reclamou por ter recebido apenas R$ 300 mil, em reunião no Palácio Iguaçu. O delator afirmou que o presidente da Assembleia e secretário de Cerimonial participaram do encontro, na sede do governo do Paraná


(Com informações da RPC/G1) /

O dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, afirmou no acordo de delação premiada que o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) reclamou dos repasses que teriam sido feitos para a campanha dele, por meio de caixa dois. Segundo o delator, houve uma reunião no Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, para tratar do assunto. O governador nega as acusações.
No encontro, além de Richa, estariam presentes o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB) e o secretário de Cerimonial e Relações Internacionais Ezequias Moreira.
Souza disse que não participou da reunião, mas contou que quem lhe informou sobre os assuntos discutido foi Traiano, em uma segunda reunião, em que estavam presentes o delator, o deputado e o ex-diretor da Secretaria da Educação, Maurício Fanini, apontado como um dos chefes do esquema de pagamentos ilícitos descoberto na Operação Quadro Negro.

O parlamentar teria dito que Richa questionou o fato de ter recebido apenas R$ 300 mil de Fanini. Nesse momento, o ex-diretor teria ficado transtornado e dito: “O Ezequias não me defendeu? Só para ele, eu dei R$ 3,5 milhões”.

A Construtora Valor, que pertence a Eduardo Lopes de Souza, foi o principal alvo da Operação Quadro Negro. A investigação apura desvios de dinheiro que deveria ser destinado à construção de escolas estaduais no Paraná. De acordo com as investigações, a fraude chega a R$ 20 milhões.

As investigações apontaram que o esquema era coordenado por Fanini. A equipe chefiada por ele na Secretaria da Educação era responsável por elaborar laudos sobre o andamento das obras contratadas pelo governo do estado junto à Valor. Os técnicos, porém, produziam relatórios em que indicavam que o andamento das obras estava adiantado quando, na verdade, mal tinham saído do papel.

Com esses relatórios, o governo fazia os repasses, já que, em tese, tudo corria bem nos canteiros de obras. Ao todo, a Valor se comprometeu a construir sete escolas estaduais. O valor total dos contratos chega a R$ 32 milhões, somando também os aditivos que foram feitos.
O acordo de delação

No acordo, o dono da Construtora Valor se comprometeu a apresentar provas de tudo o que disse e abrir mãos de bens. A delação ainda precisa ser homologada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em troca, o empresário ganhou o benefício de não ser preso e usar tornozeleira eletrônica por dois anos. As citações aos políticos estão sendo apuradas pela PGR, em Brasília.

Comentários

  • bs | 02 set 2017

    Dizer o que dessa corja. votar pra que ????

  • profa Eliza | 03 set 2017

    Votar em gente séria pra que essa corja não volte; o voto ainda no Requião não envergonha o estado, como em alguns desta quadrilha como traiano, rossoni, plauto,filhote do durval amaral, filhote do francisquini,matos leão,e principalmente a figurinha escondida do ratinho pai e filho ! Acorda Paraná e Curitiba, já erramos com o idiota do greca que também é do bando !

  • penitenciário | 03 set 2017

    Esqueceram-se ainda da vice corrupta , do maridão canalha e da filhinha que debocha de pobre !

Faça um Comentário