Cícero Cattani
17 jan 2018

Requião de borduna. Nem Richa nem Osmar escapam

Osmar Dias fotografa Beto Richa na cerimônia em que o governador lhe conferiu a Ordem do Pinhão, “pelos relevantes serviços prestados ao Paraná”: Premunição de nova aliança?  


  • -“Forças politicas do Paraná se unem para acabar com o Tucanistão e seus puxadinhos. Tucanistão é o governo corrupto e incompetente com suas alianças e negócios revelados pela Quadro Negro, Voldemort e Publicano” –  É Roberto Requião de borduna em punho guerreando nas redes, já como candidato. O alvo é fácil de identificar: Beto Richa, aquele mesmo que lhe derrotou  em 2014.

Depois daquela derrota acapachante, o quadro mudou muito: Richa viu sua popularidade despencar das alturas para patamares negativos nunca registrados pelas pesquisas: chegou a ser apontado como  o governador mais impopular do país. A recuperação de Beto Richa tem sido lenta e o inquérito da Odebrecht em andamento pode chegar a resultado ainda mais devastador, e por tudo a perder.

É nessa onda  de desgaste que Requião embarca. “Tucanistão” promete ser uma tsunami.

Candidato contrariando o desejo da família,  que  queria vê-lo com Osmar Dias, este será sem dúvida o mais prejudicado pela  concorrência do antigo aliado. Requião não esquece a falta de apoio em 2014 nem a pressa de Osmar em negar uma possível aliança noticiada por Requião, recentemente. Há na conta corrente de Requião outros registros de ocorrências frustrantes por parte de Osmar.

Com Requião no páreo, talvez Osmar seja levado a rondar o norte do Centro Cívico, restabelecendo a antiga aliança de 2008 com o tucanato e “seus puxadinhos”.

A cada vacilada de Osmar, dá-lhe borduna: ” “Não é hora de titubear a exemplo de possíveis adversários”.

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