Cícero Cattani
28 ago 2018

“Ratinho Jr. corre risco de ser “cavalo paraguaio” na eleição”


– Aparentemente, dois terços dos paranaenses simplesmente não se convenceram ainda de que Ratinho possa ser um bom governador.


Por Rogerio Galindo, Caixa Zero/Gazeta do Povo – 

Não há como questionar que Ratinho Jr. (PSD) seja, a essa altura, o favorito a vencer as eleições no estado. Para fazer um trocadilho barato, tem a faca e o queijo na mão. Depois da desistência de Osmar Dias (PDT), sua principal adversária passou a ser a governadora Cida Borghetti (PP).

Cida começou a campanha como uma desconhecida. Com um esforço pago por todos os paranaenses, que viram seus impostos sendo distribuídos loucamente na forma de benefícios para municípios, Cida cresceu de 5% para 20% nas intenções de voto, segundo o Ibope. Mas o dinheiro acabou e ela nem faz cócegas em Ratinho.

O problema de Ratinho não é Cida. O problema de Ratinho é Ratinho. Ou melhor: é o modo como os eleitores o veem. Ao que tudo indica, ele pode estar sofrendo novamente da mesma síndrome que lhe fez perder a prefeitura de Curitiba em 2012 para Gustavo Fruet (PDT).

Na época, Ratinho ganhou fácil o primeiro turno, deixando Fruet e Luciano Ducci (PSB) comendo poeira. Mas no segundo, só manteve seu terço de votos. Empacou. E Fruet ganhou como se estivesse correndo de carro contra Ratinho a pé.

Dessa vez, a coisa vai na mesma balada. Com Osmar Dias (PDT) no páreo, chegava a um terço dos votos. Sem ele, fica exatamente no mesmo terço. E não parece ter crescido nada, praticamente, desde que as intenções de votos começaram a ser medidas.

Aparentemente, dois terços dos paranaenses simplesmente não se convenceram ainda de que Ratinho possa ser um bom governador. Assim como dois terços dos curitibanos não se convenceram de que ele pudesse ser um bom prefeito. Parece um número mágico.

Talvez isso tenha a ver com preconceito de classe, ou com o fato de o deputado ter o nome do pai, um apresentador popularesco demais para ser levado a sério como patriarca de uma família de governantes.

Fato é que se Ratinho não descobrir nas próximas seis semanas porque é evitado por tanta gente, corre o risco de bater na trave de novo, e de virar uma espécie de cavalo paraguaio da política paranaense.

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