Cícero Cattani
14 set 2018

Ratinho: ingênuo ou bobão, ou sabia e ficou calado


Ratinho Jr era secretário de confiança do ex-governador Beto Richa, serviu-o docemente, como manda o figurino e o protocolo. Em silêncio aprovador, jamais se voltou contra a violência da polícia contra professores e nem criticou os ajustes fiscais 


Por Ruth Bolognese, Contraponto

Desde que o ex-governador Beto Richa foi preso, há quatro dias, o candidato ao governo Ratinho Jr. se esforça para mostrar que não fazia parte do grupo mais próximo que cercava o Palácio Iguaçu. Está na defensiva, condição complicada a dias da eleição.

Chegou a usar frases fortes e de efeito como “um soldado serve à Pátria e não seu comandante” insinuando que jamais atenderia uma ordem do ex-chefe se não estivesse de acordo.

Soldado ou não, se obedeceu, negou, etc, etc, o fato é que Ratinho Jr tenta se desvincular do óbvio e não consegue. Foram quase 4 anos de convivência entre o então secretário de Desenvolvimento Urbano e seu Governador, recheada de elogios mútuos, admiração sem fim, que qualquer clic em vídeos da Internet mostra a rodo.

Ratinho Jr era secretário de confiança do ex-governador, serviu-o docemente, como manda o figurino e o protocolo. Em silêncio aprovador, jamais se voltou contra a violência da polícia contra professores e nem criticou os ajustes fiscais quase diários feitos pela equipe de Governo para equilibrar o caixa.

Ninguém há de ser irresponsável e afirmar que Ratinho Jr participou do lado negro do Governo e seus tico-ticos valiosos. Mas que estava la’, estava. Ou não desconfiou de nada, o que o coloca na posição de ingênuo ou bobão, ou sabia e ficou calado, o que é quase uma cumplicidade.
Daí, a posição defensiva.

(Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo)

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