Cícero Cattani
10 dez 2015

‘Quanto mais transparência, menos corrupção’

Folhaweb:

O procurador Diogo Castor de Mattos, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato que atua em primeira instância, participou do evento de ontem no MPF, em Curitiba, e ressaltou que a população não pode se conformar com os casos de corrupção que vêm se sucedendo ao longo dos anos. “A conta é simples. Quanto mais transparência menos corrupção; ou quanto menos transparência mais corrupção”, destacou. Ele também defendeu uma maior participação da sociedade no controle dos gastos públicos, por isso a importância dos portais de transparência.

O procurador também aproveitou o evento para divulgar novos dados sobre a Lava Jato. Até o momento, 173 pessoas foram acusadas pelo órgão, com 75 réus já condenados. Também já foram confirmados 35 acordos de colaboração premiada, 85 pedidos de cooperação internacional e 360 mandados de busca e apreensão cumpridos. Mas, talvez, a informação mais importante seja a recuperação de R$ 1,8 bilhão para os cofres públicos. “Esse número chama a atenção porque é um valor muito alto e decorrente de atos corruptos. Então, será que a corrupção não mancha o orçamento público? E mais, o que se pode fazer com este montante? Quantas escolas, quantos hospitais, quantas estradas? Será que precisaríamos destes pedágios a R$ 18 para andar 100 quilômetros?”, questionou.

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