Cícero Cattani
02 fev 2018

Professores marcam protesto em frente do Iguaçu

O governo Beto Richa termina primeira semana de fevereiro acossado pela  convocação de seu time mais próximo para depor na Polícia Federal na Operação Quadro Negro, e começa a segunda ,5,  com a manifestação de professores em frente ao Iguaçu (foto da manifestação de dezembro de 2017). Será um período tenso até o 29 de abril, quando talvez não esteja mais à frente do governo. Sem dúvida, uma ação de desgaste à imagem do político indeciso sobre  o melhor caminho para seu futuro político.

O ato “em defesa da legalidade e da escola pública” será às 12h30, de segunda, dia cinco. em frente ao Palácio Iguaçu.

Segundo nota da APP-Sindicato,  professores e funcionários de escola realizarão um ato público para cobrar a imediata correção do salário dos contratos PSS, o pagamento da data-base e a revogação da Resolução que reduz da hora-atividade e limita a retirada das licenças legais.

O ato público foi uma decisão coletiva definida na última Assembleia da categoria. Os educadores quem impedir que o ano letivo 2018 comece com redução da hora-atividade e com congelamento salaria. “Precisamos cobrar do governo que tenhamos um ano letivo com condições mínimas para não prejudicar a saúde dos trabalhadores e o aprendizado dos estudantes. Quero reforçar o convite para todos os trabalhadores da educação, para que façamos um grande ato estadual”, frisa o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

A Pauta emergencial aprovada em assembleia é extensa:

Reajuste salarial – Data Base e Piso Salarial.
Resolução de distribuição de aulas (15/2018) – pelo cumprimento da lei da jornada 1/3 hora-atividade e não ao ataque às licenças legais e ao direito de greve.
Contra a redução de salários dos educadores PSS.
PDE – Edital imediato e reconhecimento de mestrado e doutorado para fins de avanço na carreira.
Equiparação do vale transporte ao que é recebido pelos professores, reajuste do vale alimentação e pagamento do salário mínimo regional para os funcionários de escola que recebem menos que o mínimo regional.
Concurso Público para funcionários de escola.
Não à militarização, autarquização, terceirizações de escolas.
Não ao fechamento de turmas, turnos e escolas.
Contra a aprovação da Lei da Mordaça (Escola sem partido).
Ação junto ao Ministério oferecendo denúncia contra o fechamento de turmas, turnos e escolas.

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