Cícero Cattani
30 jun 2017

Pesquisa. Decepção popular com Greca: 70% desaprova

<<< Rafael Greca e a primeira-dama, Margarita Sansone, participam do 1º dia de funcionamento que teve sua primeira parada no Mercado Municipal, onde atendeu 130 pessoas com refeições distribuídas pelo terreiro de umbanda Casa da Vovó Benta. – 

Por Celso Nascimento/Gazeta –

O prefeito Rafael Greca (PMN) completa neste 1.º de julho exatos 180 dias de mandato – hora boa para medir a quantas anda seu grau de prestígio junto à população. A esse trabalho se dedicou, a pedido desta coluna, o Instituto Paraná Pesquisas, ao entrevistar 811 eleitores entre os dias 26 e 28 de junho passado. Os índices levantados são desanimadores para o prefeito: quase 70% dos curitibanos desaprovam sua administração (veja gráficos abaixo). Nunca antes na história desta cidade um prefeito experimentou número tão baixo.

A situação é muito parecida com aquelas dos piores momentos vividos pelo governador Beto Richa (PSDB) em 2015 e praticamente igual à que a ex-presidente Dilma Roussef (PT) apresentava nos estertores do mandato interrompido pelo impeachment no ano passado. Como consolo, ainda é melhor do que a aprovação popular atribuída ao presidente Michel Temer (PMDB).

Para alcançar esse quadro de desprestígio, Greca seguiu com rigor a receita dos políticos que chegam a tal grau de infortúnio. Em nome do objetivo de ganhar a eleição a qualquer custo, valeu-se na campanha de promessas mirabolantes – que certamente sabia não poder cumpri-las, e agora paga o preço da frustração popular. Apesar da proverbial memória curta do povo, ainda ressoa nos seus ouvidos as repetidas vezes em que afirmou que em 180 dias ou até em menos tempo:

• faria a total reintegração do transporte coletivo metropolitano;

• requalificaria todas as unidades básicas de saúde;

• reabriria e aumentaria vagas em creches e berçarios;

• comprometia-se a limpar, varrer, carpir, lavar, pintar, reorganizar e requalificar os espaços públicos;

• revisaria todos os contratos entre a prefeitura e fornecedores terceirizados (ICI e coleta de lixo, por exemplo);

• reduziria secretarias e cargos comissionados;

• abriria os portões de sua chácara para comprovar que lá não estão os objetos que sumiram da Casa Klemtz.

Sabe-se hoje que nenhuma dessas promessas se tornou realidade. Salvo por uma única linha de ônibus metropolitana parcialmente reintegrada, o que se teve de novo no setor do transporte coletivo foi a alta das passagens, em 15%, de R$ 3,70 para R$ 4,25. As nomeações para cargos em comissão ultrapassaram em muito o limite prometido na campanha. Não se tem notícias de melhorias na saúde pública – ao inverso, a população reclama de degradação dos serviços.

Não constante dos planos anunciados na campanha – ou até ao contrário deles – o que se teve de mais importante nesses seis meses foi a aprovação à força do pacotaço que prevê o confisco de R$ 700 milhões da previdência municipal e o cancelamento da data-base do funcionalismo.

Metodologia

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 811 eleitores estratificados segundo sexo, faixa etária, grau de escolaridade, nível econômico e posição geográfica, durante os dias 26 a 28 de junho de 2017. Tal amostra atinge um grau de confiança de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 3,5 pontos porcentuais para os resultados gerais

Comentários

  • SYLVIO SEBASTIANI | 01 jul 2017

    Precisa lembrar ao povo do Paraná que o Prefeito Rafael Greca tem este Percentual “Contra” de 70%, é com apenas 6 meses de mandato de Prefeito. Quando chegar no final, em 1.920, se chegar, Curitiba vira a Rosinha.

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