Cícero Cattani
20 out 2017

Para desgosto de Richa, Pelicano não acabou

Enganou-se Beto Richa ao garantir à repórter Catarina Scortecci que a Operação Pelicano” “não deu em nada…Dois anos tentaram de tudo para me envolver nessa situação. De tudo. Diariamente atacado, inclusive pelo seu veículo (Gazeta). E está aí, não deu em nada. Só quero saber quem vai catar as penas ao vento… em Londrina fizeram todo um escarcéu e nada foi apresentado até agora. Dois anos de denúncia, dois anos eu sendo atacado, e até agora nada. Só sigo confiando na Justiça”.

Foram dois anos investigado pelo Gaeco. Agora, a apuração está com a Polícia Federal, que apura o escândalo autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça.

Segundo o blog Contraponto, a verdade é outra: –  Quem há alguns dias pensou que o STJ tinha barrado todas as investigações da Operação Publicano pelo Gaeco estava redondamente enganado: nesta quinta-feira 19 mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva foram cumpridos em Londrina, Campo Mourão e Mauá da Serra. As ações fizeram parte das investigações de lavagem de dinheiro decorrente de corrupção e falsidade ideológica por parte de auditores fiscais da Receita Estadual.
Quando, em setembro, o STJ requisitou todos os autos dos processos que correm no Ministério Público Estadual e na Justiça de 1.ª instância de Londrina, o governador Beto Richa festejou: “Eu já tinha pedido isso, para sair de lá [Londrina], daquela farra, daquele festival, daquele carnaval, e fosse para uma investigação mais equilibrada do STJ”, discursou numa cidade interior assim que soube da decisão do STJ.

O nome do governador está entre os citados na Publicano. Desvios de verbas públicas praticados por fiscais e auditores teriam abastecido sua campanha de reeleição em 2014.

Deflagrada em março de 2015, a Operação Publicano tem como objetivo desarticular organização criminosa formada por auditores fiscais da Receita Estadual do Paraná, contadores e empresários que se uniram para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina. Além de corrupção, a operação combate crimes de falsidade de documentos e lavagem de dinheiro”.

(foto Pedro Serapio, Gazeta do Povo)

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