Cícero Cattani
13 abr 2018

Opinião. Prisão de Lula, um espetáculo triste…

Por Osmann de Oliveira (*) –

A prisão e o encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um ato de tristeza e de vergonha!
Não entro no mérito dos processos a que respondeu, e muito menos na sentença que o condenou.
O que concluo desse acontecimento é o reconhecimento de que, o antigo Chefe da Nação, tirou do episódio, extraordinária vantagem eleitoral.

Com a sua candidatura de volta à Chefia da Nação em baixa, cercou-se de inteligentes próceres. Ao saber da decretação da sua prisão e com prazo certo para entregar-se aos seus carcereiros, o que fez? Dirigiu-se, – não a qualquer Delegacia de Polícia ou mesmo à Secretaria do Juízo penal – e passou a aliciar velhos companheiros, e com eles começou a articular um meio de aparecer como vítima.

Deu certo, a estratégia. Ingenuamente os seus adversários políticos passaram a dar ênfase à decisão judicial de prisão e a ordem de que, deveria ser conduzido a ergástulo, cercado do maior respeito, por ter exercido, por duas vezes a mais alta magistratura do Brasil. Foi, então previamente, examinado por médicos legistas a fim de que fosse verificado que não tinha sofrido violências físicas. Constatado ser hígido seu estado de saúde, foi levado calmamente para dentro de um helicóptero, e depois foi acomodado em avião descaracterizado que o deixou no heliporto da sede da policia Federal em Curitiba.

Não era preciso nada disso.

Poderia o imputado ter sido encaminhado, por exemplo, ao presídio de segurança máxima de Catanduvas ou ao complexo Médico Legal de Pinhais ou mesmo a qualquer outro estabelecimento de segregação.

O fato, por qualquer ângulo de que se olhe, não foi bonito para o Brasil e perante as outras Nações foi um vexame.

O cidadão Luiz Inácio da Silva não oferecia o menor perigo de fuga, não era e nem é um delinquente. Os erros de que o acusam, deveriam correr nas sendas cautelosas da Justiça e sem que fosse necessário seu enjaulamento.

Daqui para frente – se não houver o impedimento legal da sua candidatura – será ele o próximo Presidente. O ilustre cidadão, como se diz na gíria popular, não é de se matar com a unha, e ele sabe como tirar pinhão da fogueira no São João sem queimar os dedos.

O eminente Juiz, que o condenou e o mandou para a prisão com dia e hora marcada, jamais poderia ter permitido o “show” que se seguiu, pois, ficou disso a impressão de que se arrependeu e que por isso acendeu uma vela a Deus e outra ao diabo.


(*) Osmann de Oliveira é advogado e escritor

Comentários

  • Rock | 14 abr 2018

    Esse juiz Moro perdeu a maior oportunidade de colocar esse Brasil a limpo e ai sim ser digno da fama que sempre correu atrás e ai sim até poderia ser comparado com o outro Juiz Colombo da operação mãos limpa da Itália, mas a partir do momento que fez seletividade e partidarizou a lava jato agora só resta pedir para ser esquecido pelos micos que cometeu e pedir desculpas ao povo brasileiro e sair de fininho.

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