Cícero Cattani
02 fev 2018

O secretário da Saúde no escândalo da Educação

Juntando de um lado o que noticia o Celso Nascimento, no Contraponto, sobre o primeiro dia de depoimento dos investigados e testemunhas no caso da Operação Quadro Negro, e, de outro, a análise do Rogério Galindo, no  Caixa Zero,  sobre as consequências no processo eleitoral, abre-se o panorama do que possa vir pela frente.

“Temos a tranquilidade dos justos e a indignação dos inocentes.”, registra o Celso as palavras do secretário da Comunicação Social do governo estadual, Deonilson Roldo, em entrevista, logo após ter sido ouvido pela Polícia Federal na tarde desta quinta-feira.

Ainda bem que ele reage  com  uma citação de efeito.

“A Operação Quadro Negro pode ser bem mais do que uma investigação criminal: ao ouvir secretários de estado e assessores do governador às vésperas da eleição, a operação da Polícia Federal tem potencial para mudar profundamente o quadro eleitoral no Paraná”, avalia Galindo.

E diz mais: “Beto Richa, claro, nega qualquer irregularidade. Mas desde o começo da operação, as pistas foram levando o caso cada vez para um círculo mais próximo ao governador. E é difícil saber aonde tudo isso pode chegar”.

São tantas pessoas as próximas de Beto Richa chamadas a depor que, de fato, não se pode  prever o fim do inquérito e suas consequências. Nefastas ou não.

Entre os que foram à Polícia Federal, nesta quinta – além dos dois secretários Deonilson Roldo e  Ezequias Moreira (o depoimento durou mais de duas horas) e do assessor para todos os assuntos Ricardo Rached – chamou a atenção a convocação do Michel Caputo Neto, secretário da Saúde e antigo companheiro do governador. (foto)

Caputo Neto é candidato a deputado estadual na chapa montada pelo Iguaçu. Resta saber o que um secretário da Saúde tem com o que acontece na Secretaria da Educação? No andar as investigações, não haverá mistérios mais

Nesta sexta, serão ouvidos o ex-secretário da Fazenda Luiz Eduardo Sebastiani e o assessor Fabio Dallazen, este é da intimidade palacianaSebastiani deixou o grupo desgostoso com o chefe. Hoje, ele é importante executivo de empresa sediada no Rio.

Todos os interrogados foram citados pelo principal delator da Quadro Negro, Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor, que recebia recursos adiantados por escolas que mal tinha começado a construir. Segundo ele, estas antecipações abasteciam campanhas eleitorais.

Aí é que mora o perigo. Os “Justus e indignados”, todos, estarão juntos com os verdadeiros culpados, enquanto o inquérito demorar. O encerramento deve ocorrer até agosto, como prometeu o diretor Geral da PF à ministro Carmen Lucia.

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