Cícero Cattani
26 mar 2018

O mercado, o jornalista e o desemprego

Por Valdir José Cruz  

De todas as profissões, nenhuma foi atingida tão duramente pela crise econômica e pelas mudanças tecnológicas quanto o jornalismo.

A crise cortou anúncios que financiavam a mídia. Resultado: houve uma uma leva de demissões pelo Brasil todo.

As mudanças tecnológicas, principalmente as produzidas pela internet, mudaram o hábito do consumo de notícias, a forma de se assistir TV e de ouvir rádio. Impactado pelas mudanças, muitas empresas não tiveram competência e nem capital para reagir. Resultado: mais demissões.

A saída que não haverá

Muitos jornalistas viam na campanha eleitoral deste ano uma oportunidade para uma colocação, mesmo que temporária. Até 2010, as campanhas eram um grande sorvedouro de profissionais de comunicação, principalmente jornalistas e publicitários.

Mas as mudanças na legislação eleitoral e na forma se se fazer comunicação, agora centrada na internet, mudou tudo também nessa área. Para este ano, os especialistas em eleição acreditam que as campanhas mais caras terão a metade dos profissionais de uma campanha idêntica de quatro anos atrás. E se formos mais longe no tempo, em 2006, por exemplo, esse número cai a dois terços.

A campanha eleitoral deste ano será bem mais curta que as anteriores. Uma média de 35 dias contra 45 de quatro anos passados. De 2014 para cá, só no Paraná, houve o fechamento de 13 jornais impressos diários, incluindo o principal do Estado, a “Gazeta do Povo”. Também houve uma drástica redução dos espaços destinados ao jornalismo nas rádios e nas TVs.

Mas, em compensação, na internet há um salto enorme, principalmente nas redes sociais, que passaram a pautar a mídia tradicional. O prefeito Rafael Greca usou – e ainda usa – com grande destaque o “Facebook” para informar e se comunicação com a população. E do “Facebook”, as notícias vão parar nas rádios, TVs, portais e nos jornais que sobraram.

Só que este trabalho, exige um número limitado de profissionais profissionais e de preferência os que dominam a ferramenta.

Na outra ponta, há espaço para qualquer profissional. Não se exige experiência e nem competência. Só se cobra deles uma coisa: que não tenham ética nenhuma e nem apego a valores morais. Os “selecionados” irão espalhar as “faknews” e agredir os adversários.

Já tivemos exemplo disso na última eleição de governador. Alguém aí lembra dos “servicinhos” da “tenda digital”?

Pois é… sará daí para pior…

Comentários

  • joaquim | 27 mar 2018

    Falou um mestre das fakenews. É a velha máxima do rito falando do esfarrapado. Valdir você é a própria farsa. Uma fraude. Sempre foi. Mas seus serviços, assim como para este que o publica, bem.como gente do naipe do esmael, tem lá sua utilidade.

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