Cícero Cattani
24 out 2017

O Beto que Abi e Tony não reconhecem mais

Por Tony Garcia

“Após mais de dois anos sem vê-lo, eis que encontro casualmente Luis Abi,aquele que o Beto resolveu tratá-lo de “primo distante”. Conversamos cordialmente por uns 10 minutos, relembramos juntos os bons tempos de convivência com o Beto antes dele chegar ao poder. Era um outro Beto que convivíamos, não este que se afastou dos bons princípios de outrora colocando ao seu lado o que é há de pior na espécie humana.

Conheço o Luis a mais de trinta anos, sei de sua fidelidade para com o Beto, coisa que vejo hoje a recíproca não ter sido verdadeira. O Beto sempre usou e abusou desta fidelidade, dando ao Luis missões quase impossíveis (sou testemunha disso) que foram cumpridas religiosamente. O Luis várias vezes quando questionado por mim sobre uma providência tomada por ele, da qual eu discordava, era enfático ao dizer que só fazia o que era determinado pelo Beto, e que se eu não concordava, deveria questionar o próprio e não ele.

Muitas vezes, confesso, não acreditei nele, porém, com o tempo fui percebendo que ele dizia a verdade, e quem mentia para ambos era o Beto. Me afastei do Luis pela cizânia perpetrada pelo Beto, e ontem ao encontra-lo, percebi nele o mesmo desencanto com o Beto de hoje. Me pareceu amargurado, e mesmo jogado aos leões pelo Beto, senti nele a mesma lealdade de sempre. Disso tudo, chego à conclusão que política e poder são prejudiciais à saúde e as amizades “das antiga”, tanto uma como a outra, perecem ao lado de tanta coisa ruim.”

Faça um Comentário