Cícero Cattani
02 mar 2018

Novo diretor do DER também está na mira do MPF

Por Eriksson Denk, Gazeta

Os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) afirmaram na quinta-feira (1°) que o novo diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), Paulo Montes Luz, também é investigado pela força-tarefa que apura fraudes no pedágio no estado.

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Para a força-tarefa da Lava Jato, “apesar de não ter sido alvo de buscas e apreensões ou de prisões, [o novo diretor] é também investigado do caso, com quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático deferidas judicialmente e também apresenta um volume considerável de depósitos em espécie na sua conta-corrente”. Não há qualquer pedido de restrição cautelar a nesse despacho Paulo Montes Luz.

Os termos constam em um novo pedido de prisão preventiva em relação a Nelson Leal Jr. – o terceiro já formulado no âmbito da Operação Lava Jato. As reclusões temporárias dos diretores e empresários detidos na semana passada, seis no total, se encerram nesta sexta-feira (2). A Justiça Federal deve decidir se converte as prisões em preventivas ou opta pela liberdade dos investigados.

No requerimento, o MPF também rebateu as afirmações do novo diretor-geral do DER-PR em relação a “equívocos” na Operação Integração. “A inclusão do DER na Lava Jato, a meu entender, é um equívoco”, disse Paulo Montes Luz na última sexta-feira (23) durante uma entrevista coletiva. Ele foi empossado no cargo após o governador Beto Richa (PSDB) exonerar Nelson Leal Jr. “O MPF reitera que as conclusões acerca das irregularidades na concessão encontram amparo em laudos técnicos provenientes de mais de três fontes diferentes”, afirmam os procuradores. O DER-PR é subordinado à Secretaria de Infraestrutura e Logística, pasta administrada por Pepe Richa, irmão do governador do Paraná.

“Acrescenta-se que o atual diretor do DER/PR, Paulo Montes Luz: (i) tem envolvimento direto na elaboração dos aditivos contestados pelo Parquet, o que explica seu interesse pessoal em atacar as conclusões do MPF; (ii) figurou como mensageiro da ECONORTE e de NELSON LEAL JR. até um dia antes da prisão deste; […] Havendo suspeitas de seu envolvimento nas ilicitudes investigadas, não devem ser suas declarações consideradas como argumento defensivo ou técnico em benefício de LEAL JR.”, destaca o MPF.

Comentários

  • Pandora | 02 mar 2018

    Governo ordinário funciona assim mesmo:
    substituí pilantras por safados, mantendo, descaradamente a corrupção.

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