Cícero Cattani
28 ago 2018

No caminho de dois governadores havia um Juiz

Por Ruth Bolognese, Contraponto

O candidato a presidente Alvaro Dias dorme e acorda pensando em Sérgio Moro, o juiz símbolo da Lava Jato. É tanta admiração que muita gente acha até que o senador paranaense quer tirar uma lasquinha na celebridade de Moro. Ele, Alvaro, nega.

Já outro ex-governador, Beto Richa, foge de Moro como o diabo da cruz. Há pelo menos dois meses o inquérito da Odebrecht, onde se investiga se houve interferência e pagamento de propina na licitação para a empresa construir a PR-323, entre Maringá e Umuarama, dança entre a mesa de Sergio Moro e a Justiça Eleitoral.

Hoje, saiu mais uma decisão e desta vez do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, STJ, que não vê razão para o processo sair da 13ª Vara Criminal de Curitiba, do juiz federal Sergio Moro, conforme determinou a juíza eleitoral Mayra Rocco Stainsack, da 177ª Zona de Curitiba. Beto entrou com uma reclamação (Rcl 36.230), com pedido de liminar, no STJ, mas não obteve sucesso.

Mesmo assim, enquanto o Ministério Público Eleitoral não conseguir que o TRE do Paraná mude de opinião, continua valendo a decisão do desembargador Luiz Fernando Penteado que segurou o processo na Justiça Eleitoral. O ministro Og Fernandes quer dirimir as dúvidas e deu dez dias para que a juíza Mayra justifique porque entende que o assunto compete a Sergio Moro.

Enquanto isso, o tempo passa, o tempo voa…

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