Cícero Cattani
08 jan 2018

Na contagem regressiva, Richa dá sinais que pode ficar

Já na contagem regressiva – daqui a até noventa dias terá que se desincompatibilizar caso pretenda concorrer ao Senado – Beto Richa dá alguma indicação de que pode continuar, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda.

O  sr. já resolveu se vai disputar o Senado ou se fica até o fim do governo? – indaga o jornal.

Eu ainda não sei. Porque o melhor momento do meu governo é agora. A casa está em ordem, fizemos todo o ajuste fiscal, o equilíbrio das contas públicas, tem muito investimento acontecendo. Mas a minha tendência é continuar até o final do governo. Tenho pensado seriamente nessa hipótese.

O suspense durará até a undécima hora, porque é conveniente para sua estratégia de avaliar melhor as tendências das próximas pesquisas, para então se decidir. É certo que não está disposto a enterrar sua trajetória até então vitoriosa diante uma derrota em sete de outubro, o que aconteceria se mantidos os altos índices de rejeição apurados em sondagem do Paraná Pesquisa:  governador tucano já teve a maior rejeição do país – Beto Richa (PSDB),  chegou a atingir 76,3% de rejeição, se tornando, assim, o governador mais rejeitado do país.

Dentre os que se apresentam como candidatos a uma das duas vagas em disputa para o Senado no ano que vem, o governador Beto Richa é o que apresenta o maior índice de rejeição, segundo apurou o instituto IRG ao lançar a pergunta fatídica para os 1.200 eleitores curitibanos que entrevistou entre os dias 16 e 20 passados: “Se as eleições para Senador fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem o Sr(a) NÃO votaria?”

Beto atingiu 54 pontos de rejeição e seria o candidato menos votado, com 17%, ocupando o sexto lugar. Ficaria bem abaixo de Ney Leprevost (25), Gustavo Fruet (24), Christine Yared (21), Roberto Requião (21) e Rubens Bueno (20). De todos, o menos rejeitado é Ney Leprevost, com 2,2%. O registro é do blog Contraponto.

Caso permaneça no cargo, Beto Richa se empenhará fortemente na campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República.  “Aqui no Paraná o PT nunca venceu eleição presidencial”, lembrou. “O Alckmin tem tudo o que os brasileiros querem depois de tanta turbulência: segurança, experiência e seriedade.”

Dono de um raciocínio lógico, Richa poderia estar vislumbrando um ministério na administração tucana, até que volte à cena eleitoral no Paraná. É no que aposta seu estrategista Valdir Rossoni, chefe da Casa Civil.

Faça um Comentário