Cícero Cattani
24 abr 2018

Mexida com o PP faz lembrar de Ricardo Barros

Tem gente de alto coturno na expectativa – e na torcida, também – que a mais  nova investida da Procuradoria Geral da República, em ação autorizada por Edison Fachin, envolvendo os graúdos do Partido Progressista , possa alcançar Ricardo Barros. Toda vez que se mexe com o PP, o nome de Barros é lembrado por adversários. Atualmente ele é vice presidente do partido, e já cuidou da tesouraria.

A operação foi deflagrada, nesta terça,  por autorização do ministro Edson Fachin, relator de um inquérito que apura repasses a políticos do PP por meio de contrato fictício, com suspeitas de prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Até agora, não havia informação nos autos sobre obstrução à investigação.

Tudo coincidindo com o julgamento pelo Supremo do paranaense Nelson Meurer, deputado federal do PP.

Revisor de uma ação penal contra o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), o ministro do Supremo Tribunal Federal  Celso de Mello liberou nesta segunda-feira (23) o processo para ser julgado pela Segunda Turma da corte. Essa é a primeira ação penal da Lava Jato que o Supremo deverá julgar.

O relator do processo é o ministro Edson Fachin, responsável pelos casos da Lava Jato no Supremo. Conforme o despacho de Celso de Mello, o processo chegou a seu gabinete para revisão em 5 de fevereiro. Não há data para o julgamento na Segunda Turma. A expectativa é que seja marcado para maio.

Os cinco ministros da Segunda Turma – colegiado composto por Celso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e por Fachin – decidirão se Meurer será condenado ou absolvido das acusações de ter participado de um esquema de corrupção instalado na Petrobras.

A PGR acusou o parlamentar de ser um dos integrantes da cúpula do PP que deram sustentação política a Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de Abastecimento da Petrobras em troca de vantagens. O ex-diretor virou delator da Lava Jato.

Segundo a denúncia, Meurer solicitou e recebeu R$ 29 milhões do esquema por meio de repasses mensais de R$ 300 mil. O deputado também teria recebido R$ 4,5 milhões para sua campanha à Câmara em 2010, ainda conforme a acusação. (Com jornais  Estadão e O Globo)

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