Cícero Cattani
06 nov 2015

Londrina. R$ 1,5 mil por sexo com menina de 11 anos

A promotora Suzana de Lacerda (foto) contou que os acusados chegavam às garotas por meio das redes sociais. Investigação sobre a rede de exploração sexual está longe de terminar. 40 vítimas já foram identificadas e 33 pessoas indiciadas, sendo nove aliciadoras e 29 contratantes dos programas sexuais das adolescentes. Entre os indiciados está o ex-assessor de Beto Richa, Marcelo Caramori,  exonerado da Governadoria depois do escândalo explodir

Guilherme Batista/ Bonde

Novamente denunciado por partipação no mega esquema de exploração sexual de adolescentes, em Londrina, o empresário Fabiano Rodrigues de Oliveira Filho continua foragido. Ele e outros doze suspeitos são réus nas nove ações penais apresentadas pelo Ministério Público (MP) na quinta-feira (5).

De acordo com as investigações, Oliveira é suspeito de contratar programas sexuais de uma mesma menina durante dois anos. A vítima teria sido explorada quando tinha entre 11 e 13 anos de idade, conforme a denúncia. As investigações mostram, ainda, que cada programa custou R$ 1,5 mil a Oliveira Filho, que teria diminuído o valor pago a ela gradativamente conforme a garota ia ficando mais velha. O empresário é suspeito de sair com outra menina entre os anos de 2004 e 2005 e também pagar R$ 1,5 mil a ela por cada programa. Neste segundo caso, a vítima tinha entre 12 e 14 anos no período em que foi explorada.

Outros denunciados

Também foram denunciados pelo MP, na quinta-feira, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, que já havia sido acionado outras onze vezes por participação no esquema de exploração sexual; o fotógrafo e ex-assessor do Governo do Estado, Marcelo Caramori; o policial civil Jefferson Pereira dos Santos; o empresário cambeense Antônio Crippa Neto; e as mulheres Sandra Soares, Rafaela Gomes e Amanda Cardoso, apontadas como aliciadoras das vítimas. Os oitos suspeitos já haviam sido processados criminalmente pelo MP em outras ações.

Já os empresários Marcelo Caldarelli e Alexandre Alves de Melo, o auditor fiscal Elio Sanzovo, o advogado Rogério Feres e a aliciadora Ana Claudia Moreira foram denunciados pela primeira vez pelo Ministério Público.

Em entrevista coletiva, a promotora da 6ª Vara Criminal de Londrina, Suzana de Lacerda, contou que os acusados chegavam às garotas por meio das redes sociais. “Elas eram abordadas pelas aliciadoras na internet, e iam ter contato com os homens somente na hora do programa sexual, realizados em motéis “.

Em seis meses de investigações, o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concluiu 39 inquéritos sobre a rede de exploração sexual. Alguns deles foram arquivados, outros diversos já viraram denúncia e muitos ainda estão na mesa da promotora para análise. “Com certeza mais pessoas serão investigadas e denunciadas”, garantiu.

Pelo menos 40 vítimas já foram identificadas e 33 pessoas indiciadas até o momento, sendo nove aliciadoras e 29 contratantes dos programas sexuais das adolescentes.

Comentários

  • Sergio Silvestre | 06 nov 2015

    Tem gente boa nesse negocio e figurão,vamos ver até onde chega,

  • Fabio | 07 nov 2015

    cidadão ,para vc estar aqui dando uma de santo deve ser também um cara que na hora de manter relação sexual com uma prostituta não pede a identidade porque a cabeça de Baixo não pensa ….e acorda fio já que se trata de prostitutas menores e existe o tal sigilo de processos porque está promotorazinha faz tanta questão de fazer tanto aue na mídia em ????? E existe uma bela informação que a promotorazinha está querendo sair da 6 vara e ir ser promotorazinha do gaeco já que lá tem diárias e mais mordomias além de ficar com mais status …se liga no que fala fio que deste mato tem política do contra por trás inimigos do governador Beto Richa pegaram um bode expiatório para denegrir e desmoralizar o governo …Deus abençoe o espírito maligno deste povo que faz este barulho todo

  • Atleta | 08 nov 2015

    Como tem jogador de futebol que adora jogar para a torcida ao invés de jogar para o seu time, de forma profissional..

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