Cícero Cattani
27 jul 2017

Janot estuda unificar novas denúncias contra Temer

Coluna Estadão /

Enquanto Michel Temer articula para derrubar denúncia por corrupção passiva em votação na Câmara, no início de agosto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estuda apresentar mais uma denúncia contra o presidente – e não duas, como chegou a ser cogitado em junho.

A nova acusação formal deve tratar dos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. A intenção é reforçar a ligação de Temer com o PMDB da Câmara, suspeito de praticar desvios na Petrobrás e na Caixa, e de tentar travar a delação do ex-deputado Eduardo Cunha e do corretor Lúcio Funaro com a ajuda de Joesley Batista, da JBS.

O oferecimento da nova denúncia até setembro, quando acaba o mandato de Janot, depende do encerramento do inquérito que investiga o PMDB da Câmara pelo crime de quadrilha.

Em jantar com Alckmin, o DEM sinaliza apoio para 2018 e fala em bancada de 50 deputados. Segundo um dos presentes, a reunião, que contou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o senador e presidente da sigla, José Agripino Maia, foi uma ‘deferência’ ao governador, visto como um aliado ‘histórico’ do partido.

Na Economia, o governo continua às voltas com as contas públicas. Além de planejar um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para economizar R$ 1 bilhão por ano, o governo reforça os argumentos para aprovar a reforma da Previdência. Segundo cálculo feito pelo Ministério da Fazenda a pedido do Estadão, se a mudança no INSS ficar para depois das eleições de 2018, o governo deixará de economizar R$ 18,6 bilhões no curto prazo.

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