Cícero Cattani
30 set 2018

Pedágio. Irmão de Beto Richa e outros quatro têm prisão convertida em preventiva pela Justiça Federal

G1 Paraná –

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, converteu em preventiva (sem prazo) a prisão de Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa, e de outras quatro pessoas, na noite deste sábado (29).

Todos foram presos na Operação Integração II, como foi batizada a 55ª fase da Operação Lava Jato. Nesta etapa, deflagrada na quarta-feira (26), investiga-se irregularidades na concessão de rodovias pedagiadas do Paraná.

Além de Pepe, foram convertidas para preventiva as prisões de Ivano Abdo, Elias Abdo, Evandro Couto Vianna e Cláudio José Machado Soares.

“(…) diante de um complexo e sofisticado esquema criminoso, que perdura há anos num cenário de corrupção sistêmica, as prisões preventivas de José Richa Filho (Pepe Richa), Elias Abdo e Ivano Abdo se revelam imprescindíveis para preservar a ordem pública e econômica, na tentativa de desarticular a associação criminosa, impedir a reiteração delitiva e recuperar o resultado financeiro criminosamente auferido como proveito da ação ilícita”, justificou o juiz no despacho.

Temporárias prorrogadas

A Justiça prorrogou a prisão temporária – por mais cinco dias – dos investigados José Julião Terbai Jr., José Camilo Teixeira Carvalho e Ruy Sergio Giublin.

O juiz considerou o “risco de eliminação de provas caso os réus sejam soltos antes de uma análise mais aprofundada desses novos elementos”.

Evandro Vianna e Cláudio Soares também são considerados peças-chave no esquema de corrupção, de acordo com o Ministério Público, e, por isso, a “necessidade da segregação cautelar para neutralizar sua atuação ilícita”, afirmou o magistrado.

No mesmo despacho, Paulo Sérgio Ribeiro mandou soltar Aldair Petry, Luiz Claúdio da Luz, Maurício Eduardo Sá de Ferrante e José Alberto Rego de Souza Moita, por não considerá-los protagonistas no esquema.

“Destaco que em relação a tais investigados não vislumbro demonstrada situação atual de protagonismo, no contexto dos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro, a evidenciar que a prisão preventiva seja imprescindível como medida para desmobilizar a organização criminosa investigada e impedir a reiteração delitiva, bem como que sua liberdade, com imposição de medidas cautelares, possa comprometer a ordem pública e a instrução criminal”.

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