Cícero Cattani
26 fev 2018

Iguaçu em polvorosa: MPF pede prisão preventiva de Leal Jr.

O Iguaçu está em polvorosa: O Ministério Público Federal  pediu, nesta segunda-feira, a conversão da prisão temporária dos seis presos na 48ª fase da operação, que foi deflagrada na quinta-feira, em preventiva – sem prazo para que deixem a prisão. Entre eles, o amigo dileto e companheiro de todas as horas Nelson Leal Jr., até então diretor do DER e homem de confiança de José Pepe Richa, secretário a Infraestrutura. Leal acompanha Beto Richa desde os tempos da prefeitura, sempre ocupando posições de mando. Na foto, a posse de Leal Jr ( à esquerda) como secretário do então prefeito Beto Richa

O pedido foi encaminhado ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. As prisões temporárias vencem nesta segunda. Até a publicação desta reportagem, Moro não havia decidido e a Polícia Federal (PF) não tinha se manifestado.

No pedido, o MPF diz ainda que caso a argumentação e as provas trazidas não forem suficientes para a decretação imediata da prisão preventiva deles, requer a prorrogação do prazo da prisão temporária por mais cinco dias.

A alegação do MPF é de que um grande volume de material foi apreendido e há “extrema e compravada necessidade de prosseguir na completa análise de todo o conteúdo obtido nas diligências de buscas bem como nas interceptações telefônicas, o que poderá reforçar ainda mais os arguementos”.

A 48ª fase apura corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na gestão das concessões de rodovias federais no Paraná. Além dos seis mandados de prisão, a Polícia Federal (PF) cumpriu 55 mandados de busca e apreensão; a Casa Civil, na sede do governo estadual, foi um dos alvos.

De acordo com a investigação, o valor do pedágio foi superfaturado para financiar a corrupção. Nelson Leal, então diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR), é suspeito de usar o cargo que ocupava para editar atos em favor das concessionárias. (Com G1)

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