Cícero Cattani
25 ago 2017

Ferrovia de mil quilômetros. Delírios de um viajante

<<<Richa conhece fábrica de trens e mostra projeto de nova ferrovia. Na foto, o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo, o cônsul Rubens Gama e Stephane Villeneuve, da Bombarduer.  (AEN) /

É sempre bom para o Paraná que todos prestem atenção no que diz Beto Richa em suas excursões pelo Exterior. No Canadá, nesta sexta, esteve na gigante Bombardier, para discutir uma parceria para a alongar os trilhos a Ferroeste em mais de mil quilômetros. A notícia do fantástico projeto de Richa está no site da Agência Estadual de Notícias.

Antes de chegar lá, é aconselhável a leitura de uma postagem do site Contraponto sobre delírios de um governante e a realidade:

– Exclusivo: os 200 quilômetros da Ferroeste, ferrovia que liga Cascavel a Guarapuava, é um dos bens que o governo Beto Richa quer pôr à venda para rechear o ainda crítico “caixa” do estado. Curta, desintegrada da malha e operacionalmente precária, a Ferroeste pouco tem servido à região maior produtora grãos do estado. Opera com prejuízo, o que obriga o governo a buscar no Tesouro o dinheiro que falta para cobrir os rombos que acarreta. (Contraponto, 10 de julho)

– “Discutimos a possibilidade de uma parceria entre a Bombardier e o Estado do Paraná. Esperamos bons resultados, principalmente para o nosso projeto de uma nova ferrovia que vai ligar Dourados (MS), Guaíra, Cascavel, Guarapuava até Paranaguá”, disse. A nova ferrovia, com mil quilômetros, pode ser um novo canal de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste até Paranaguá, de acordo com o governador. “O projeto vai trazer um desenvolvimento regional vigoroso”, afirmou Richa. (AEN, 25 de agosto)

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