Cícero Cattani
18 out 2017

Em dúvida, Richa pensa até em deixar a política

– O senhor tem vontade de disputar a eleição no ano que vem?, pergunta Catarina Scortecci, correspondente da Gazeta em Brasília, a Beto Richa e ouve dele que “tenho pensando muito. Acho que é cedo para tomar uma decisão. Não defini ainda, se continuo ou não no mandato. Tem muitas coisas acontecendo. Nós equilibramos as contas. Há um grande volume de investimento. Muita obra para inaugurar. Isso tem pesado na minha decisão. Mas é cedo para decidir”.

“Nós (os Richa) respiramos política desde que nascemos, mas, enfim, do jeito que está a política hoje, não gostaria que ninguém da família entrasse. E eu estou pensando o que fazer daqui para frente… Eu não tenho grandes pretensões na política. Acho até que meu papel está cumprido na vida pública”.

Assim, Richa mantém o suspense, que deve perdurar até o prazo fatal, 7 de abril de 2018. É sabido que sem conhecer a posição final do governador, tudo o mais fica embaralhado. Certeza mesmo só Osmar Dias e Ratinho Júnior, candidatíssimos ao governo do Estado.

O futuro de Cida Borghetti ficará na dependência do que o marido decidir.

O resto é especulação, ao gosto dos analistas políticos.  Roberto Requião largaria de alardear sua candidatura ao governo e trataria de garantir mais um mandato de senador. Permanecendo no Iguaçu, Richa liberaria o caminho para Ricardo Barros disputar a outra vaga. Gustavo Fruet pode se aprumar e tentar realizar o sonho desfeito em 2010, quando quase chegou lá. E haverá mais gente de olho em uma das duas vagas que pode garantir um mandato de oito anos no Senado.

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