Cícero Cattani
19 nov 2015

Em Curitiba, 13.388 pessoas têm o vírus HIV

Bem Paraná:

Somente em Curitiba, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, 13.388 pessoas convivem com o vírus, das quais 13.146 já foram diagnosticadas. Isso significa que 94% dos casos estimados de pessoas vivendo com HIV/aids na cidade foram diagnosticados. Essa foi a primeira meta que a Capital alcançou do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids/ONU), que visa erradicar a epidemia até 2030.

Os outros dois parâmetros em que Curitiba ainda precisa melhorar são que, entre os diagnosticados, 90% esteja em tratamento e que, ainda, 90% dos pacientes tratados tenham carga viral indetectável (ou seja, um nível baixo que faz com que a doença não seja detectável em exame). Atualmente, 47% dos soropositivos estão em tratamento, sendo que 75% destes já apresentam carga viral indetectável. Agora, o desafio é ampliar o acesso e a adesão ao tratamento.

É possível viver normalmente
Desde o primeiro caso, notificado no começo dos anos 1980 em Los Angeles (EUA), 25 milhões de pessoas morreram em todo o mundo por causa de doenças relacionadas com a aids. Há tempos, porém, a doença deixou de ser uma sentença de morte. Segundo especialistas, só morre quem não adere ao tratamento ou quem só descobre a doença quando não há mais como controlá-la. Não à toa, atualmente mais de 33 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo.

A partir da metade da década de 1990 começaram a surgir terapias com antiretrovirais, o que reduziu drasticamente o número de mortes por aids em todo o mundo. Hoje, o Brasil oferece testes e medicamentos de graça. Com isso, as pessoas infectadas podem ter uma expectativa de vida relativamente normal, embora, naturalmente, com algumas restrições.

Faça um Comentário