Cícero Cattani
22 jul 2018

Eleição paranaense tem domingo decisivo a portas fechadas

Por Rogerio Galindo, Caixa Zero/GP –

(Com colaboração de Euclides Lucas Garcia e João Frey)

O domingo de conversas pode ser decisivo para moldar a eleição paranaense. Três reuniões diferentes entre os principais grupos estão agendadas e podem definir o formato das chapas que vão disputar a eleição. O epicentro do terremoto no momento está na disputa entre Ricardo Barros (PP) e Beto Richa (PSDB).

Richa e Barros se reuniram na quinta-feira no Palácio Iguaçu para discutir o impasse sobre a chapa que disputará o Senado ao lado de Cida Borghetti (PP). Beto quer ser candidato único, mas as manobras dele para retirar Alex Canziani (PTB) do páreo pegaram muito mal no grupo.

“Todo mundo saiu com aquilo engasgado da conversa. E no domingo vão conversar sobre o que fazer”, diz uma fonte ligada a Cida. “É quase certo que o Barros não quer mais o Beto”, diz outro membro da mesma coligação.

O que teria irritado Barros, principalmente, foi o tom de Beto, que implicaria uma ameaça de se retirar da chapa levando outros partidos. Segundo aliados de Barros, isso o levou a adotar sua estratégia de sempre. “O Ricardo já me disse que sempre que alguém truca ele manda cair. Depois pensa se grita seis.”

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Ou seja: se Beto quer sair, que saia. Embora o ex-governador tenha pleno domínio do PSDB, Barros sabe que os deputados estaduais do partido não querem perder a coligação a essa altura, e defenderiam a permanência na chapa.

Além disso, o cálculo de Barros é que Beto teria de ir sozinho, correndo avulso para o Senado, já que Ratinho Jr. (PSC) não está exatamente estendendo tapete vermelho para o ex-chefe. E como montar uma chapa completa de deputados faltando quinze dias para o fim das convenções?

Por outro lado, Cida Borghetti também teria a perder sem Beto Richa. Perderia tempo de tevê, dinheiro e prefeitos. A opção seria trazer Fernando Francischini (PSL) para a chapa, disputando o Senado. Mas, se isso traria os votos de Jair Bolsonaro (PSL), traria também a rejeição.

Beto Richa também se reúne, pelo que o blog apurou, com os líderes de DEM e PSB para discutir a possibilidade de montar uma chapa à parte só com esse grupo.

A terceira reunião importante do dia é entre Osmar Dias (PDT) e Roberto Requião (MDB). Depois de anunciar na convenção do MDB que a única coligação possível do partido é com o PDT, Requião se encontra com Osmar para ver se os dois lados finalmente se acertam e montam a coligação.

Comentários

  • TABORDA | 24 jul 2018

    Tudo parece uma armação olha daí só escapa a cida.

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