Cícero Cattani
16 nov 2017

Duplicação da PR 323. Consumação de crime não julgado

O governo do Estado está negociando com a Odebrecht o projeto de engenharia feito por ela para a duplicação da PR 323, por uma importância em torno de R$ 100 milhões. A disposição do governador Beto Richa é tocar a obra com recursos próprios. Não se sabe se no acordo que está sendo conduzido por José Pepe Richa será abatido a importância de R$ 3.050.000 antecipada pela construtora para o caixa dois das campanha  de Richa.

O primeiro passo foi dado pelo governo estadual, que abriu em 2013 a possibilidade de que empresas realizassem o projeto de engenharia para a realização da obra. A Odebrecht se candidatou, analisou a viabilidade da concessão e fez um projeto considerado ousado, mas que também seria a mais cara obra rodoviária do estado.  A autorização para o início das obras foi assinada por Beto Richa (PSDB) em junho daquele ano.

Segundo O Globo, “Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, citou em seu acordo de delação quatro repasses não declarados à Justiça Eleitoral para campanhas eleitorais do governador Beto Richa (PSDB). O ex-executivo da Odebrecht diz que o repasse teve relação com o projeto de duplicação da PR-323, no noroeste do Paraná. A obra seria feita por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). O consórcio era liderado pela Odebrecht, mas a duplicação não foi feita.

“Nós não tínhamos uma obra especificamente, nós optamos em fazer uma locação de um projeto que tinha sido contratado mas não tinha sido começado (sic), que era uma rodovia, a PR-223 (sic)”, disse.

Já a jornalistas Ruth Bolognese comenta no blog  “Contraponto”, que a PR-323, que liga Maringá a Guaíra e corta todo o Noroeste do Paraná, é via de transporte para a riqueza do Paraná. Perigosa, responsável por tragédias, a duplicação foi promessa de campanha do governador Beto Richa.

Já estava tudo previsto para começar as obras em 2014 quando a Odebrecht, vencedora da licitação, se encontrou com a Lava Jato e o governo Richa se esborrachou no caixa vazio do Tesouro.

Agora, segundo a Gazeta do Povo, o governo quer comprar o projeto de engenharia e tocar a obra.

Promete até nem cobrar pedágio. Pelas pesquisas internas, o Palácio Iguaçu sabe que a popularidade do governador em toda a região está em índices Temeristas. E precisa ter discurso de realização para a campanha de 2018.

Até aí, tudo certo.

O que não combina é o governo congelar salários, colocar um homem sem coração e de fora, Mauro Ricardo Costa, na secretaria da Fazenda para tarifar os paranaenses até pra respirar e amanhecer rico. O Coitadinho do Beto está tão rico que se dispõe a iniciar a obra sozinho.

Para se ter uma ideia, o governo Beto Richa investiu mais de R$ 100 milhões só para fazer algumas melhorias básicas nos trechos mais horripilantes da PR-323.

Ninguém fala no quantum que a Odebrechet vai cobrar pelo projeto e nem qual é o custo total da duplicação. Como sempre, o importante é lançar a obra, com festas e salamaleques, plantar a esperança nos paranaenses e colher votos.

A conta quem vai arcar é o próximo governo que assume em 2019″

Comentários

  • Edison de Oliveira Silva | 17 nov 2017

    Esse cara é amigo do Lula?

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