Cícero Cattani
12 fev 2018

Dois casos para depois do Carnaval: Carli e Quadro Negro

Dois temas vão polarizar depois da quarta-feira de cinzas: o julgamento do ex-deputado Carli Filho e a designação do juiz para sentenciar envolvidos na rapinagem da Quadro Negro. Ambos instigantes. Ambos reveladores de como arrastar o julgamento de envolvido rico e protegido pelo  estabelichiment , e também através de recursos de habilidosos advogados,  ou da possível interferência de gente poderosa que levou uma juíza deixar de dar a sentença final.

A família Yared sustentou durante anos que o acidente que vitimou o filho Gilmar e mais um amigo foi provocado por um racha entre o Passat do então deputado e um outro carro. Este veículo seria conduzido pelo então prefeito Beto Richa ou por um filho dele.

“Essa versão faz parte da lenda urbana. Nunca existiu o terceiro carro”, garante o advogado da família, às véspera do julgamento do ex-deputado  por  um júri popular, dias  27 e 28 deste mês.

 Noutro tema,  está  a decisão da  juíza Danielle Nogueira Mota Comar, da 9ª Vara Criminal de Curitiba,  de declarou-se suspeita para prosseguir no comando das ações da Operação Quadro Negro, que apura o desvio de mais de R$ 20 milhões na construção e reformas de escolas estaduais do Paraná.

No despacho, ela alegou questão de foro íntimo superveniente para sair do caso. O processo já estava em fase  de sentença. Cupinchas do governador Beto Richa – ele seria o principal beneficiado – foram apontados como operadores do escândalo. Não só Richa foi delatado pelo dono da Construtora Valor: Valdir Rossoni, Ademar Traino, Plauto Miró e Durval Amaral também tiveram seu  gordo quinhão.

Cabe, agora,  ao Tribunal de Justiça indicar o juiz para concluir o processo. Não há prazo.

Paralelamente, no âmbito federal, a Polícia Federal continua ouvido envolvidos e testemunhas e promete entregar o relatório final ao ministro Luiz Fux até agosto. Richa e deputados têm foro privilegiado.

Faça um Comentário