Cícero Cattani
30 maio 2017

Doações da JBS conflitantes podem sobrar para Richa

Da primeira parcela de R$ 500 mil destinada ao senador Aecio Neves e localizada na casa da sogra do emissário, sobraram  R$ 480 mil. Na mala devolvida pelo deputado Rodrigo Rocha Loures deveria conter outros R$ 500 mil, faltaram R$ 35 mil. A dúvida que persiste é se realmente a quantia de R$ 1 milhão que o executivo da JBS disse em delação que teria sido entregue em mãos do irmão do governador Beto Richa é a mesma que aparece como doação legal ou seria uma outra de R$ 1 mil, igualmente registrada. Neste caso, estariam faltando R$ 999 mil.

Como postado por este blog no domingo.

Teriam os doadores contado as cédulas atabalhoadamente ou foram mal intencionados? Isto é, teriam pungueado o senador, o deputado federal e o irmão do governador.  Ou, por derradeiro, alguém estaria mentindo.

Quem consultar a lista de doadores da campanha, disponível no site do TSE, constatará o registro de duas doações oficiais da JBS – uma de R$ 1 milhão e outra de R$ 1 mil, totalizando, portanto, R$ 1.001.000,00. Seria engano? Por algum erro de digitação, alguém teria suprimido três zeros da segunda doação? Se foi esse o caso, por que não houve retificação? Ou, num caso mais extremo, há quem possa explicar o “desaparecimento” de R$ 999.000,00?” Segue na mesma linha o colunista Celso Nascimento, nesta terça.

“Por mais que a legislação afirme que é o candidato o responsável final pelas prestações de contas de suas campanhas, reconheça-se a impossibilidade de Beto ter fiscalizado tudo, tim-tim por tim-tim, e por isso não tenha condições para explicar. Mas nesse caso seria importante que a pessoa indicada por ele, o tesoureiro da campanha de 2014, o faça com a devida urgência e de forma convincente. Afinal, é contra Beto Richa (e não contra o tesoureiro) que o STF determinou à Procuradoria-Geral da União (PGR) a investigação“, conclui Nascimento.

Comentários

  • Julio J. | 30 maio 2017

    “Mentira tem perna curta”

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