Cícero Cattani
04 fev 2018

Dinheiro carimbado foi parar nas mãos de uma gangue

A confirmação que recursos das chamadas sobras de orçamento da Assembleia foram, de fato, carimbados, vem da resposta de Luiz Eduardo Sebastiani, ex-secretário da Fazenda, a comentário no blog. Os mandachuvas  empoderados  – eles se sucedem – na direção da casa, também apontados nas investigações da Operação Quadro Negro, foram  beneficiados diretos pelos recursos que se destinariam à construção de escolas.

A foto (vale republicar sempre) em que os citados pelo dono da construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza,  aparecem com um dos cheques é a comprovação do cinismo – eles disseram o dinheiro era para novas escolas  –  os “bondosos” Beto Richa, Valdir Rossoni, Ademar Traiano e Plauto Miró, e motivo das investigações da Polícia Federal, por determinação do ministro Luiz Fux, da Suprema Corte.

  • – “O ato de repassar recursos para as secretarias e autarquias faz parte das normas e funções da Secretaria da Fazenda (ele foi na época titular da pasta), as quais cumpri com a devida ética. Nesse caso específico, houve o repasse do recurso advindo do retorno orçamentário-financeiro da Assembleia Legislativa ao Tesouro Estadual que por definição constitucional deve ser dirigido para a Educação primordialmente, visando a quitação de pagamentos de despesas decididas e chanceladas por ordenadores de despesa da Secretaria de Educação, escreveu Sebastiani.
  • A destinação  de sobras é preferencialmente para a Educação, não bondade dos referidos.
  • Polícia Federal neles.

A resposta de Luiz Eduardo Sebastiani no Comentários do blog:

  • Prof. Elza, agradeço as referências à minha família, especificamente ao meu pai, e gostaria que soubesse que sempre honrei e honrarei o nome da minha família e também a minha atividade pública que exerço como servidor público estadual desde 1981, como funcionário do IPARDES. Essa situação que se apresenta, através de depoimentos, é muito complexa e nada adequada, para dizer o mínimo, no trato do dinheiro público, e acredito que está sendo e será totalmente esclarecida. A mim cabe dizer que nunca aceitaria saber de alguma irregularidade sem denunciá-la. O ato de repassar recursos para as secretarias e autarquias faz parte das normas e funções da Secretaria da Fazenda, as quais cumpri com a devida ética. Nesse caso específico, houve o repasse do recurso advindo do retorno orçamentário-financeiro da Assembleia Legislativa ao Tesouro Estadual que por definição constitucional deve ser dirigido para a Educação primordialmente, visando a quitação de pagamentos de despesas decididas e chanceladas por ordenadores de despesa da Secretaria de Educação. Estarei sempre às ordens para quaisquer esclarecimentos por acreditar fielmente nas responsabilidades de um servidor público e da devida transparência dos seus atos.”

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