Cícero Cattani
08 fev 2018

Depois do promotor, agora juíza se afasta da Quadro Negro

Caiu como uma bomba a decisão da juíza Danielle Nogueira Mota Comar, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, de declarar-se suspeita para prosseguir no comando das ações da Operação Quadro Negro, que apura o desvio de mais de R$ 20 milhões na construção e reformas de escolas estaduais do Paraná. O processo já estava em fase próxima de uma sentença.

Antes, o promotor Carlos Alberto Choinski (foto) já havia sido afastado caso. A juíza alegou questão de foro íntimo superveniente para sair do caso.

Gente poderosa por trás de tudo, suspeita-se.

“Não tive a iniciativa de ir ao encontro do procurador-geral no sentido de perder todo o trabalho feito ao longo de dois anos.” Assim o promotor Carlos Alberto Hohmann Choinski, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), comentou sua saída das investigações da Operação Quadro Negro. Segundo ele, a medida lhe foi comunicada duas semanas depois de notificar um secretário de governo e um deputado estadual de que ambos eram investigados no esquema.

É fundada, pois,  a suspeita que a juíza tenha sido pressionada. Alguns dos envolvidos são próximos do governador Beto Richa, inclusive um amigo de faculdade e companheiro de viagens.O engenheiro Maurício Fanini era apontado como sendo o mentor dos achaques à Construtora Valor.

Antes da decisão da juíza  Danielle Nogueira Mota Comar, o Ministério Público do Paraná afastou o promotor Carlos Alberto Choinski um dos responsáveis por inquéritos da Operação Quadro Negro, que investigava um esquema de fraude e desvios de dinheiro de construção de escolas públicas no Paraná.

Agora, a ação fica nas mãos do Tribunal de Justiça (TJ-PR), que deve nomear um novo juiz, da mesma vara criminal, para seguir com o processo.

O Mistério Público do Paraná (MP-PR) apresentou outras sete ações, em âmbito cível. Elas pedem a condenação de 18 pessoas por improbidade administrativa. Os promotores também querem que os réus devolvam, ao todo, R$ 41 milhões aos cofres públicos. O valor contabiliza a fraude e também as multas que a Justiça poderá determinar, em caso de condenação.

Comentários

  • penitenciário | 09 fev 2018

    Que nojo desse judiciário do estado, também ´ o governo esta querendo votar mais um auxílio pra magistratura, parece que é o auxílio trabalho árduo , como se não bastasse os auxilios : escola , merenda , creche , transporte , recreio ,moradia ,alimentação ,chá , café ,chocolate, calcinha , cuéca , futebol , motel e outros: enquanto nós agentes penitenciários ,policiais civis e militares , médicos , engenheiros , advogados e os professores , ganhamos só pé na bunda . Acorda servidor, fora quadrilha de vagabundos com ratinho , cida , filha e maridão corrupto; o judiciário que cesse a exploração !

  • Pandora | 09 fev 2018

    Por tudo que estamos vendo, podemos concluir que o Judiciário somente deixou de receber o auxílio prostibulo, porque, trabalha dentro dele.

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