Cícero Cattani
04 abr 2019

Depois de 17 dias preso, Beto Richa ganha liberdade com restrições

Por Ederson Hising, Letícia Paris e Diego Ribeiro, G1 PR e RPC Curitiba – 

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu habeas corpus ao ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) na tarde desta quinta-feira (4). Por dois votos a um, os desembargadores acataram o pedido e mandaram soltar o tucano.

A informação foi confirmada pelo TJ-PR ao G1. Dois desembargadores consideraram que os fatos que levaram à prisão preventiva (por tempo indeterminado) de Richa são antigos – do período em que era governador.

Ele foi preso em 19 de março em um desdobramento da Operação Quadro Negro, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que investiga desvios de mais de R$ 20 milhões de obras de construção e reformas de escolas públicas do estado, entre 2012 e 2015.

O político terá que cumprir medidas cautelares para ficar em liberdade, conforme decisão do TJ-PR.

Ele não vai usar tornozeleira eletrônica, mas deverá entregar o passaporte, cumprir recolhimento domiciliar, não poderá ter contato com os demais réus na Quadro Negro e também fica proibido de trabalhar para qualquer instituição pública.

Ele está detido no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O MP-PR aponta que o ex-governador atuava como chefe de uma organização criminosa responsável pela implantação de um sistema que movimentou pagamentos de propina por meio do favorecimento de empresas privadas contratadas pelo Governo do Paraná.

Além de Beto, a esposa Fernanda Richa e outros cinco investigados se tornaram réus em processos da operação por obstrução de investigação, organização criminosa e outros crimes.

Pedidos negados
O TJ-PR já havia negado um pedido de liberdade feito pela defesa do ex-governador, que solicitou que a prisão preventiva fosse substituída por medidas “menos gravosas”.

Beto Richa também teve um habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ.

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