Cícero Cattani
02 set 2017

Depoimento. A segunda-feira de Beto Richa


Tony Garcia é um dos poucos que conhece Beto de Richa desde a juventude. Lançou-se na política antes do amigo, foi deputado estadual, tentou o Senado e ao governo, nada deu certo. Beto Richa levou mais sorte.  Agora, Tony alerta Beto: “Nos tempos atuais, não se consegue mais varrer para debaixo do tapete a sujeira exposta, a negação pura e simples dos fatos denunciados, não convencem mais ninguém, ao contrário, trazem para si toda a indignação que hoje permeia a sociedade com os políticos“.


Por Tony Garcia / 

Será determinante o primeiro dia da próxima semana para o Beto, a postura que adotará diante das acusações que pesam sob ele e colaboradores próximos, poderá ser a última chance que tenha para dar uma guinada radical nos rumos de seu governo. A repercussão das denúncias são devastadoras, extrapolaram os limites de nosso estado, se tornaram nacionalmente conhecidas, por isso, exige-se medidas extremas.

Seu perfil conciliador e cordato poderão dificultar as providências necessárias que o momento requer, é chegada a hora em que a vida distingui os homens dos meninos, dos homens espera-se atitudes surpreendentes nestes momentos, enquanto dos meninos pela falta de vivencia, pouco se pode esperar. Você foi eleito duas vezes governador por milhões de paranaenses, seu compromisso deveria e deve ser com eles, não com apadrinhados políticos de ocasião.

Nos tempos atuais, não se consegue mais varrer para debaixo do tapete a sujeira exposta, a negação pura e simples dos fatos denunciados, não convencem mais ninguém, ao contrário, trazem para si toda a indignação que hoje permeia a sociedade com os políticos. Por que isso se da? Porque a negação se tornou lugar comum dos acusados, tentam inverter a situação acusando os acusadores outrora próximos, passa-se assim a impressão de briga de quadrilha, ou seja, a emenda fica pior que o soneto.

É chegado o momento de encarar de frente o problema, a omissão sera mortal, corte na carne Beto, de demonstração inequívoca de que não coaduna com a roubalheira, principalmente em se tratando de uma área sensível como a educação.

Sua sobrevivência política e moral depende única e exclusivamente de seus gestos, assuma seus pecados, penitencie-se,porém, não perdoe os pecadores, roubar da educação é pecado mortal.

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