Cícero Cattani
22 jul 2018

De volta a Moro, Richa vive momento decisivo ao Senado

Em momento decisivo da sua candidatura ao Senado, Beto Richa sofre novo baque com a decisão da juíza eleitoral Mayra Rocco Stainsack de devolver ao juiz federal Sérgio Moro o inquérito que apura se o ex-governador do Paraná cometeu crimes no processo de licitação para duplicação da PR-323. Entremeio às pendengas judiciais, Richa alimenta um entrevero com o condutor da campanha de Cida Borghetti, Ricardo Barros, sobre candidatura única para o Senado, rifando Alex Canzian.

Segundo o Portal G1, os autos haviam sido enviados por Moro à Justiça Eleitoral em junho. De acordo com a investigação, Richa favoreceu a Odebrecht em troca de pagamento, via caixa dois, de R$ 2,5 milhões.

Ao encaminhar à Justiça Eleitoral, Moro pediu que o caso fosse devolvido a ele, para que a investigação de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação continuassem.

No despacho de encaminhamento, o juiz federal alegou que a competência do caso é da Justiça Federal e não da Justiça Eleitoral. “Não se trata de mero caixa dois de campanha”, afirmou o juiz, que é o responsável pelos processos da Operação Lava Jato na 1ª instância.

Agora, a juíza eleitoral concluiu que “os delitos eleitorais e os de competência da Justiça Federal Comum são autônomos e podem ser apurados separadamente, não havendo possibilidade de decisões contraditórias justamente por serem delitos independentes, sendo indiferente terem sido praticados, em tese, pelo mesmo agente público”.

À época, por meio de nota, Beto Richa afirmou que a decisão do STJ “é perfeita e justa, ao reconhecer a competência exclusiva da Justiça Eleitoral, onde os fatos serão devidamente esclarecidos”.

(Foto: Gazeta do Povo)

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