Cícero Cattani
12 set 2017

Crônica. Todos somos delinquentes?

Por Osmann de Oliveira (*)

A Secretaria de Segurança Pública determinou a organização de estranho aparato bélico para dar proteção pessoal ao ex-presidente Lula por ocasião do seu interrogatório na qualidade de Réu perante a Justiça Federal.

Nada a opor, apesar do acusado estar em evidente campanha pré-eleitoral para voltar ao governo.

O que causa estranheza é que toda essa dispersão de soldados e despesas não tenha para com os contribuintes a mesma atenção em relação. A sociedade não se conforma, desde que, nos dias presentes, estamos todos sujeitos a assaltos, graças a falta de respeito das autoridades constituídas.

Coloco exemplos: faz questão de dias, imóvel de minha propriedade foi invadido, às primeiras horas da madrugada, por ladrões que levaram toda a fiação, e mais, torneiras e vasos sanitários. Comunicado o Plantão da Policia Militar foi dito por quem atendeu que o registro da ocorrência só poderia ser feito dentro do expediente normal e que melhor seria fazer “um b.o.“ na Policia Civil.

Agora, para multar os contribuintes, aí o Estado coloca vários fiscais, e ainda, helicópteros de potentíssimos instrumentos fotográficos gastando gasolina, pilotos, rádio e co-pilotos; no transito, então a “farra” é maior. Além, de multas excessivas, ainda, o cidadão atingindo “vinte” pontos tem a sua Habilitação bloqueada e somente a libera depois de pagar interessante ciclo de reciclagem, o qual, aliás, é bom, mas, custa muito dinheiro. Mas, este já é problema que somente o Congresso Nacional poderia resolver, pois, teria de haver uma reforma no Código de Trânsito desde que nem os Municípios e nem o Estado tem legitimidade para alterar Lei Federal.

Pior, caso o cidadão – você leitor – esteja armado poderá ser preso por porte ilegal de instrumento e se matar o bandido responderá processo por homicídio ou lesões corporais.

Os delinquentes, entretanto, possuem armamentos pesados e matam e assaltam porque possuem a certeza de que ficarão impunes…

Parece, até que os homens de bem é que são os bandidos. Nem mesmo podem entrar nos bancos e em determinados locais sem que sejam fotografados por câmeras escondidas ou revistas.

Sinceramente, não dá para entender.

Resta que nós, as vítimas, façamos uma campanha de sensibilização social, a fim, de que as coisas mudem. Quanto aos órgãos de segurança, desde a PM, até os serviços das guardas municipais não funcionam a contento. Os Professores, por exemplo, quando protestaram acabaram apanhando e sendo feridos, e arcaram, ainda, com vexame e humilhação. Segurança, aonde?


(*) Osmann de Oliveira é advogado e escritor

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