Cícero Cattani
28 mar 2018

Como o Outono, quadro eleitoral sujeito a variações

O quadro eleitoral paranaense continua sujeito a variações, como às  próprias da estação de Outono. A cada dia, um fato novo – o noticiário político se alimenta principalmente de especulação. Os motivos reais que levaram Beto Richa a cancelar a viagem a Las Vegas – até o hotel estava reservado – estimulam versões diferentes, mas que levam ao ponto nevrálgico: Richa não confia em Ricardo Barros. Quer acompanhar de perto a transição  à vice Cida Borghetti. Apoio ou não à candidatura dela, só mesmo na convenção de julho do PSDB.

No terreiro de Osmar Dias paira, como sempre, a sombra negra do irmão Alvaro. Segundo o colunista Rogerio Galindo, o candidato a presidente quer apoio exclusivo com Omar no Podemos:  Alvaro afirmou em entrevista a rádio de Ponta Grossa, que não vai ser possível “trocar apoios” com o irmão caso ele continue no PDT. Porque, segundo ele, “apoio clandestino” não é apoio verdadeiro. O adversário Ciro Gomes é do PDT.

Ainda segundo Galindo, na verdade, tratava-se de um ultimato. Alvaro teria dado um prazo máximo para que Osmar deixasse o PDT e fosse para o seu partido, o Podemos. O prazo terminou, segundo a entrevista, na segunda-feira, 26,  ao meio-dia.

Por ora, avalia-se que Ratinho está fragilizado. Convencido que o PSDB apoiará Cida Borghetti,  dá demonstração de que não está fora do páreo. Conquistou nos últimos dias reforço do peso de Christiane Yarad. A campeão de votos para à Câmara Federal em 2014 é candidata ao Senado.

Garantiu o apoio do PR: O deputado federal Fernando Giacobo promete que, “além do trabalho da nossa bancada, trazemos a liderança de 12 prefeitos, 20 vice-prefeitos e 212 vereadores em todo o Paraná”.

Mesmo sem a certeza de ter o PSDB no palanque – a palavra final será de Geraldo Alckmin – Cida Borghetti assume dia sete o governo. Segundo amigos, Cida estampa um sorriso de orelha a orelha.

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