Cícero Cattani
26 set 2018

Comitê clandestino de campanha de Beto Richa era usado para estocar dinheiro ilícito, diz delator

Por G1 PR — Curitiba –

Um comitê clandestino de campanha do ex-governador do Paraná Beto Richa foi usado pelo grupo preso na Operação Lava Jato nesta quarta-feira (26) para armazenar dinheiro ilícito, segundo o delator Nelson Leal Júnior, ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER-PR).

Leal firmou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF), homologado pela Justiça, depois de ser preso em fevereiro deste ano, também na Lava Jato. Ele foi solto no fim de maio.

Segundo o delator, o imóvel usado fica no bairro Água Verde, em Curitiba, e tinha todos os cômodos vazios quando lhe foi apresentado. Hoje, um lar de idosos funciona no mesmo endereço.

Leal contou ao MPF ter estranhado quando Pepe Richa, irmão de Beto, falou a ele que o local abrigaria o comitê financeiro e contábil da campanha para a reeleição do tucano, em 2014, já que um comitê oficial já existia em um barracão no bairro Centro Cívico.

“JOSÉ RICHA FILHO contou ao COLABORADOR que o único objetivo do imóvel seria abrigar um comitê financeiro e contábil “clandestino”, pois seria um local específico para armazenar dinheiro em espécie decorrente de contribuições eleitorais não oficiais”, diz um trecho da delação.

Apenas as pessoas mais próximas do núcleo da campanha do então governador sabiam da existência do comitê clandestino, que não tinha identificação, de acordo com o ex-diretor do DER.

“(…) o imóvel do comitê financeiro e contábil não ostentava nenhuma placa ou sinal identificador durante a campanha de 2014”, diz outro trecho do acordo.

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