Dilma não telefona para Beto

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Decididamente, Beto Richa não está na agenda de Dilma. Segundo Julia Dualibi, do Estadão,  “A presidente Dilma Rousseff (PT) telefonou hoje para os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), e do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), para falar sobre as manifestações ocorridas ontem nas capitais.Na conversa com Alckmin, elogiou especificamente a ação da polícia, que, diferentemente da semana passada, não agiu com violência nem tentou conter a ação dos manifestantes na capital paulista. Também destacou o caráter pacífico da manifestação de segunda-feira”.

Serviço secreto de Richa identifica baderneiros

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“O serviço de inteligência da polícia está investigando o vandalismo aqui no Palácio e já identificou outros interesses”, o governador Beto Richa usa a rede para fazer a revelação. Com isso, fica nos devendo os nomes dos 42 baderneiros  (42 identificados + 9 presos são mais que “meia-duzia”) e quais interesses motivaram o vandalismo. E deve aproveitar também para explicar a demora da PM de entrar em ação.  A “meia duzia de manifestantes” encontrou o palácio Iguaçu desguarnecido, mesmo tendo um batalhão de guarda estacionado nos fundos, a pouco mais de 50 metros do local por onde tentaram entrar. Acredita-se que uma pronta ação da PM teria evitado o uso de bombas e balas de borracha, dada à desproporção de  baderneiros e PMs.

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Rossoni na vaga de Hermas no TC

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“Por que não eu?” A auto indagação pertinente é do deputado Valdir Rossoni, de olho na vaga de Hermas Brandão, como ele, com passagem pela presidência da Assembleia. Diante do impasse Plauto Miró/Fabio Camargo, o seu nome surge como apaziguador dos ânimos à beira de um ataque de nervos dos interessados e da bancada que quer logo um fim para imbróglio, e, principalmente, como fica a partilha dos mandos nos municípios do escolhido.  Prometida para Plauto num acordo para constituir a atual Mesa, eis que o deputado Fabio Camargo percebe que reúne forças suficientes para também pleitear a vaga. Rossoni seria, então, a melhor saída. Pelo menos é assim que ele conduz o ritual para o preenchimento da vaga: espichar  o quanto der o  processo da escolha enquanto negocia apoios. Tem cacife de sobra, como a presidência da Assembleia e do PSDB.

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Essa mensagem direta das ruas é por mais cidadania, por melhores escolas, hospitais, postos de saúde, por mais participação.” – Dilma Rousseff

Ainda não caiu a ficha de Beto Richa

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“Com o pretexto ora do aumento das passagens, ora dos gastos milionários com estádios da Copa, o fato é que as redes sociais mostram sua força também aqui e os brasileiros estão dando um recado. Que Dilma releve as vaias restritas, mas saiba ouvir os gritos disseminados. E, como ela, governadores, prefeitos, parlamentares e magistrados. A fantasia de que o país está um paraíso, uma maravilha, acabou. A verdade dói, mas ajuda a melhorar…Também é certo que o alvo não é Dilma Rousseff, ou, pelo menos, só o governo Dilma Rousseff. São muitos os motivos de irritação, são muitos os alvos. E eles estão nos palácios”, avaliações de Eliane Cantanhêde, da Folha, que se contrapõem ao discurso de alguma maneira ingênuo de Beto Richa que se diz vítimas da arruaça política: “O governador não quis entrar em detalhes nem dar nomes aos “bardeneiros”, mas disse não ter dúvida que eles integram “grupos políticos radicais que são afeitos a tentar causar desgaste político” a ele. Para Beto não há outra justificativa, afinal, é o “único governador do Brasil” a reduzir o preço da tarifa do transporte que está sob a gestão do Estado”, no registro de Roseli Abrão.

Na prova dos nove, 10% é igual a nada

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No Paraná, pelo menos outras 17 cidades realizaram manifestações durante a noite de segunda. Páginas no Facebook indicavam protestos em Apucarana, Arapongas, Cambé, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Irati, Londrina, Maringá, Palotina, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa, Rolândia e São José dos Pinhais. A informação é da Gazeta do Povo. Mesmo as cidades onde o governador Beto Richa esteve no fim de semana para eventos ligados à redução de 10% do preço de ônibus não ficaram fora da onda de protestos. Ainda na segunda, jornais traziam anúncios de página inteira sobre o feito governamental..

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Batendo na porta certa

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Os manifestantes do Centro Cívico não foram bater na porta do prefeito, apesar de terem passado pela frente da Prefeitura, como sugerido pelo sexagenário líder do Governo na Assembleia, Ademar Traiano – aquele que a velhice não o fez mais sábio – eles foram direto ao Iguaçu, endereço do “pai das tarifas baixas”. Lá, a “meia duzia de baderneiros” foi repelida por tiros de balas de borracha e bombas de gás. (Se eles realmente  eram alguns poucos, teria sido desproporcional a reação da PM). À tarde de segunda, a assessoria de Traiano distribuiu uma significativa e comprometedora nota: “a situação do Paraná do Paraná poderia ser ainda melhor se o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, justamente a cidade que mais recebeu subsídios (R$ 0,45 por passagem, somando subsídios diretos do governo do Estado, isenções de tributos estaduais, federais e municipais), não estivesse tão irredutível em sua disposição de não reduzir o preço das passagens”, disse Traiano. O deputado avalia que, com essa intransigência, não se pode descartar que Curitiba também venha a enfrentar uma escalada de protestos”. Dito e feito.

“Uns quinze iniciaram a baderna”

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BandaB: Andamos desde a Boca Maldita de maneira pacífica, mas 15 pessoas resolveram quebrar tudo” diz o manifestante.A Banda B entrevista as pessoas q estão neste momento no Centro Cívico “Quero ir pra casa, mas não consigo. Tá uma confusão aqui. Policiais continuam avançando para conter o restante de manifestantes que seguem enfrentando a polícia. Policiais a paisana começam neste momento a deter alguns manifestante Informação que será investigada pela polícia: um grupo de manifestantes já tinha planejado a invasão ao Palácio do Iguaçu

PM leva cães para o Iguaçu

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BandaB: Agora manifestantes começam a atirar pedras em direção aos policiais. Tiros de borracha como resposta da polícia. Policiamento com cães também chega ao local para dispersar os manifestantes.

Vândalos, acusa Beto Richa

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Da BandaB:  Neste momento, o batalhão de choque usa tiros de borracha para dispersar os manifestantes. Em menos de 2 minutos seis bombas foram jogadas pra dispersar as pessoas.Várias pessoas estão passando mal no local da confusão. Batalhão de choque se prepara para uma ação mais forte. No Twitter, governador Beto Richa acusa: Vândalos infiltrados numa manifestação pacífica.

Protesto no Palácio Iguaçu

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Registro da Gazeta do Povo: Às 21h50, uma parte dos manifestantes se concentrou na Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. Há relatos de tumulto e de que um grupo de pessoas chutava a porta do prédio. A maioria dos manifestantes pedia para não haver vandalismo e criticava a ação desse grupo. Há registro de disparo de bombas, mas ainda não se sabe se foram disparados pela PM. A maioria dos manifestantes ficou na Praça Santos Andrade, último ponto da passeata, e não seguiu ao Centro Cívico. (http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1382626&tit=Protesto-contra-aumento-da-tarifa-reune-10-mil-em-Curitiba)

Para Dilma, manifestações legítimas

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A presidente Dilma Rousseff considera que as “manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia”. A afirmação de Dilma foi transmitida nesta segunda-feira, 17, pela chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, segundo a qual a presidente ainda afirmou que é “próprio dos jovens se manifestarem”. De acordo com Helena, Dilma trata as manifestações como “coisas da democracia”. “Ela está encarando isso como uma questão normal da democracia”, disse. Perguntada sobre as vaias que a presidente recebeu no sábado, 15, durante a abertura da Copa das Confederações, a ministra respondeu: “Isso não tem relevância”. Já Gleisi lembrou seu tempo de estudante e das muitas manifestações em Curitiba.

Para FHC, melhor entender não reprimir

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Em análise que fez para o jornal O Estado de S. Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique aconselhou: “Justificar a repressão é inútil: não encontra apoio no sentimento da sociedade. Por isso, “é melhor entendê-las”, perceber que essas manifestações “decorrem da carestia, da má qualidade dos serviços públicos, das injustiças, da corrupção”. Ele recorreu a um dos mais respeitados estudiosos dos problemas contemporâneos, o espanhol Manuel Castells. “Reações em cadeia, utilizando as atuais tecnologias de comunicação, constituem marca registrada das sociedades contemporâneas, como meu velho amigo e colega Manuel Castells mostrou há tantos anos.” Daí a sua conclusão de que desqualificar os protestos não funciona. A saída é entender, não reprimir. “Quem tem responsabilidade política deve agir, entendendo o porquê desses acontecimentos.” Esse entendimento pressupõe buscar a razão da insatisfação geral com os governos. As manifestações “decorrem de um sentimento difuso de descontentamento e do desejo de um tratamento digno para as pessoas”, concluiu.

As razões para Richa confiar na reeleição

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Em entrevista exclusiva ao Bem-Paraná, listou quatro razões que lhe dão confiança na reeleição. Vamos a elas, e às reflexões que se fazem necessárias

1 – Traz (…dificuldades pela vitória de Gustavo Fruet ). Sem dúvida. Só que por outro lado, eu tenho o que dizer em Curitiba, o que eu fiz nessa cidade. A melhor educação do Brasil, todas as avaliações do meu governo. Peguei no sexto lugar. Dobrei o orçamento de educação. Na saúde, hospitais, mini-hospitais, o Mãe Curitibana. Menor taxa do Brasil, menor taxa da história de mortalidade materna e infantil. Dez mil obras inauguradas. Enfim. Eu tenho o que dizer em Curitiba o que eu fiz.

2 – Por outro lado, eu tomei um banho no interior na eleição em 2010 e consegui vencer no primeiro turno. Hoje a minha condição no interior é incomparável à que eu tinha antes. Eu tinha 60 prefeitos me apoiando. Hoje as expectativas dos otimistas é passar de 300 prefeitos diante do tratamento que o governo tem feito. Da grande parceria que nós temos com os municípios. Dos investimentos, obras em todos os municípios. Então a minha condição – se agravou um pouco em Curitiba – mas melhorou muito no interior.

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Beto leva mais da metade de cidade para rua

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A assessoria de Beto Richa está impagável (no sentido de paspalhices, claro) ao garantir em nota  que mais da metade da população de “ uma cidade no centro-sul que tem no máximo seis mil moradores” foi receber o governador, na sexta-feira, fazendo troça do encontro do PT no dia anterior. Eis a nota: “A JPSDB não para de tripudiar o que considera  “um fiasco” o encontro do PT com Lula e Dilma em São José dos Pinhais na semana passada. O encontro no Expotrade reuniu menos que 1,5 mil militantes – a maioria assessores do petismo local. “No outro dia, na sexta-feira, o Beto (Richa) reuniu mais de três mil pessoas em Marquinho, uma cidade no centros-sul que tem no máximo seis mil moradores”, comparou Leo Cardoso, da juventude tucana”. Essa campanha promete.

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