Cícero Cattani
04 fev 2019

Bolsa de apostas: quanto tempo vai durar a presidência de Traiano?

Mal tomou assento na cadeira de presidente, para um novo mandato, o deputado Ademar Traiano já é alvo de especulações variadas.
Nos corredores da Assembleia, deputados remanescentes já apostam que as investigações da Operação Quadro Negro têm grandes chances de derrubar Traiano ainda nesta Legislatura.

Segundo o Caixa Zero, reeleito para o terceiro mandato consecutivo como presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB) não teve a comemoração que imaginava na última sexta-feira (1°). Poucos minutos depois de ter sido reconduzido para o comando da Casa nos próximos dois anos, veio a público a informação de que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) homologou a delação premiada do ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação Maurício Fanini.

Principal réu da Operação Quadro Negro, que apura desvios de pelo menos R$ 20 milhões de obras de escolas estaduais, Fanini teria citado os nomes de Traiano e do também deputado Plauto Miró (DEM), atual 1° vice-presidente da Casa. À Procuradoria-Geral da República, em Brasília, o ex-diretor disse que Traiano pediu R$ 500 mil a empreiteiros na campanha eleitoral de 2014.

No Contraponto, sabe-se que Ratinho Júnior nada fez para impedir a reeleição do aliado Traiano, embora temesse que as investigações da Quadro Negro colocassem o aliado no centro do furacão. Preferiu correr o risco do desgaste.

Porém, Ratinho Jr. impôs que o deputado Luiz Cláudio Romanelli fosse eleito primeiro-secretário. Acredita que, nesta posição, com sua experiência e liderança natural, Romanelli manterá na Assembleia a maioria tranquila indispensável para o governo.

Para observadores atentos, no entanto, Romanelli cumprirá o papel da raposa que cuidará do galinheiro. Com todas as consequência decorrentes.

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