Cícero Cattani
26 jul 2017

Blog dos blogs: três notas selecionadas:

<<<No prefeitismo de coalizão de Rafael Greca entrou toda a turma que o apoiou na eleição.


Prefeitismo de coalizão

Celso Nascimernto

Assim como existe presidencialismo de coalizão, pelo qual o presidente da República loteia o poder com aliados dando-lhes cargos e feudos, pratica-se também em Curitiba uma espécie de “prefeitismo de coalizão”. O grande problema, num caso ou outro, é o governante manter os cordeis bem firmes para não perder o mando e o controle da situação.

No prefeitismo de coalizão de Rafael Greca entrou toda a turma que o apoiou na eleição. Escolhido candidato pelo nanico PMN, teve de correr atrás de siglas maiores em busca, primeiro, de tempo de televisão e, depois, para poder governar com alguma segurança de não ser atropelado nos momentos de fragilidade. Como ocorre agora com o presidente Temer, cujos aliados de primeira hora não só ameaçam ir embora como também estão dispostos passar-lhe rasteiras.

Por esse motivo, Greca montou um primeiro escalão bem dividido. De uma parte, toma conta o governador Beto Richa que, além de ter escolhido o vice Eduardo Pimentel, tem um filho, Marcelo como secretário de Esporte e Lazer. E estende os poderes do PSDB e da primeira-dama Fernanda Richa tabém para outros rincões prefeiturais. Outro quinhão foi dado ao DEM, que há anos administra a Cohab. Ao PSB do ex-prefeito e agora deputado Luciano Ducci destinou a área de saúde e meio ambiente… e assim por diante.

Graças a isso, conquistou maioria tranquila na Câmara Municipal, disposta a votar e aprovar o que o prefeito bem quiser. Os vereadores, em troca, não ficaram de fora das prebendas que os mantêm tão fieis. Ganharam administrações regionais e cargos comissionados, muitos cargos, nos quais aboletam amigos e cabos eleitorais.

O problema é quando esses grupos brigam entre si e passam por cima da autoridade do prefeito. Greca fez uma escolha pessoal ao nomear secretário da Saúde o amigo e companheiro João Carlos Baracho, mas poucos meses depois Ducci impôs ao prefeito a substituição no cargo pela enfermeira Márcia Huçulak, de sua confiança. Outras mudanças foram feitas obedecendo-se aos mesmos critérios típicos do “prefeitismo de coalizão”.

E assim caminha a gestão. Com todas as suas contradições.


A lista de Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quer terminar as investigações sobre os partidos políticos citados como organizações criminosas antes do término do seu mandato, em meados de setembro.
Seu objetivo é oferecer ao menos quatro denúncias, com base na primeira “lista do Janot” de 2015. Os focos são PP, PT e PMDB – neste último, serão duas denúncias, uma contra o grupo da Câmara e outra contra o grupo de senadores.
A expectativa é de que com essas denúncias Janot consiga deixar a Procuradoria-Geral da República com os políticos já na fila para se tornarem réus no Supremo Tribunal Federal


Lava Jato no banco dos réus

Roseli Abrão

No dia 11 de agosto – data em que se comemora o Dia do Advogado, ou o “Dia da Pendura” – um julgamento simulado colocará a operação Lava Jato no banco dos réus.

Será em Curitiba, num evento é organizado pelo CAAD (Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia) e a Frente Brasil de Juristas pela Democracia.

A informação é do site Poder360, do jornalista Fernando Rodrigues, que revela que o corpo de jurados será composto pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que, mesmo contrário fará[a defesa da Lava Jato; o ex-ministro Eugênio Aragão, que fará a acusação e o juiz Marcelo Tadeu Lemos, que presidirá a sessão.

Já confirmaram presenças confirmadas: Marcello Lavenère, Vera Karam de Chueiri, Antônio Maues, Juliana Teixeira, Gerson Silva , Beatriz Vargas, José Carlos Portella Júnior, Cláudia Maria Barbosa, Michelle Cabrera e o jornalista Fernando Morais, que, segundo Fernando Rodrigues, fará o voto qualificado sobre o papel da mídia.


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