Cícero Cattani
28 abr 2018

O Paraná não pode ser palco para o terror político


Manifestante segura blusa com sangue. A imagem está nos principais jornais: duas pessoas teriam sido feridas por tiros disparados contra o acampamento Marisa Letícia, onde estão os apoiadores de Lula, nos arredores da Polícia Federal.  A Secretaria de Segurança promete investigar, mas caberá à governadora Cida Borghetti garantir rigorosa apuração e estar à frente da elucidação do segundo atentado ao movimento lulista no Paraná. Afinal, os acampados do Santa Cândida estavam sob a proteção do Estado. E fica a pergunta que exige resposta: a quem interessa transformar o Paraná o Paraná em território para o  terror político?


A governadora do Paraná, Cida Borghetti, reúne na segunda-feira (30), no Palácio Iguaçu, representantes de diversos órgãos do setor de segurança pública. Será a primeira reunião de integração das forças de segurança do Estado do Paraná. O encontro terá a participação da Secretaria da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Departamento Penitenciário, Polícia Rodoviária Federal, Tribunal de Justiça, Ministério Público Ordem dos Advogados do Brasil, Guarda Municipal, Sindicatos e outras entidades do setor.

Não está na pauta divulgada na sexta, mas o ataque ao acampamento pró-Lula deverá merecer atenção maior. Os principais sites de jornais nacionais estão abrindo espaços para o ataque da madrugada deste sábado.

No relato da Folha de S. Paulo, duas pessoas ficaram feridas após um ataque a tiros contra o acampamento de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Curitiba, na madrugada deste sábado (28).

Um dos feridos é Jeferson Lima de Menezes, 38, que levou um tiro no pescoço e está internado no Hospital do Trabalhador. Ele faz parte do sindicato dos motoboys do ABC paulista e atuava como segurança do acampamento no momento do ataque.

Os disparos acertaram também um banheiro químico, provocando estilhaços que feriram sem gravidade uma mulher no ombro. Ela foi atendida no hospital e liberada.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, as primeiras informações são de que uma pessoa a pé efetuou os disparos. No local, foram recolhidas cápsulas de pistola 9 mm. Os acampados dizem que o ataque ocorreu por volta de 4h da madrugada. Em protesto nesta manhã, os militantes fecharam a av. Mascarenha de Morais, no bairro Santa Cândida, mas a via já foi liberada.

Do O Estado de S. Paulo:

“As pessoas que atacaram esse acampamento passaram várias vezes na frente gritando de forma contrária (ao PT). A situação de intolerância e violência no País está muito grave, não podemos aceitar isso”, disse a senadora Gleisi Hoffmann em um vídeo publicado na página de Lula no Facebook.

Integrantes da vigília Lula Livre afirmaram, por meio de nota, que os militantes foram agredidos no dia 17 deste mês, quando o acampamento foi transferido de local. “Nós desmanchamos o acampamento cumprindo ordem oficial. Fizemos a opção de ir para um terreno e seria garantida a segurança. Agora o que cobramos da Secretaria de Segurança Pública é investigação, que identifique o atirador”, afirmou Dr. Rosinha, presidente do PT do Paraná e integrante da coordenação da vigília, de acordo com a nota.

De O Globo:

 – De acordo com  os militantes, um grupo contrário ao ex-presidente Lula rondava a área durante a madrugada desde as 2h gritando palavras de ordem e exigindo que deixassem o local. Teriam sido disparados sete tiros contra os militantes. Jeferson, um dos atingidos, atuava na madrugada como segurança voluntário do acampamento. Ele está Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Trabalhador (UTI), em Curitiba. Uma foto, que circula nas redes sociais, mostra casaco ensanguentado que supostamente seria de uma das vítimas.

“São dois ou três carros que estavam rondando o acampamento nos últimos dias. É só buscar as imagens desses veículos e deverão chegar aos autores – disse, no início da tarde de hoje, o deputado Doutor Rosinha, presidente do PT no Paraná. O movimento informou que reforçará a segurança no acampamento.

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