Cícero Cattani
30 nov 2017

Ação dos procurados para varrer maus políticos

Todos os indícios levam a crer que o ano eleitoral de 2018 será também o ano em que a Operação Lava Jato e outras tantas (Quadro Negro, Publicano, Meio Ambiente etc) terá mais agilidade nas investigações e, sobretudo, nas decisões sobre novos processos contra políticos. Além do anúncio de que os procuradores de Curitiba, Rio e São Paulo trabalharão em conjunto a partir do próximo ano, a presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), ministra Cármen Lúcia, colocou à disposição dos ministros da corte mais 36 funcionários e 10 juízes, para acelerar o andamento dos processos decorrentes da Lava-Jato. A nota é do comentarita Merval Pinheiro.

O Supremo cuida dos processos contra parlamentares federais. A bancada paranaense em Brasília não deve passar por novas surpresas, além do ex-deputado André Vargas e dos atuais Valdir Rossoni, Osmar Beltoldi, Nelson |Meurer,   Alfredo Kaefer.

No Senado, só mesmo Gleisi Hoffmann. Nada a esperar contra Alvaro Dias e Roberto Requião.

Já no Superior Tribunal Federal, o governador Beto Richa responde a quatro processos que põem riscos seu futuro político. O perigo ronda Ademar Traiano e Plauto Miró e a turma do Quadro Negro.

Segundo avalia Merval Pereira, em O Globo,  os procuradores da Lava Jato, que anunciaram que a eleição de 2018 será fundamental para o futuro da Operação, pretendem com o trabalho conjunto de Curitiba, Rio e São Paulo aprofundar as investigações numa clara mensagem de que não pouparão esforços para impedir, ou pelo menos atrapalhar, a candidatura de pessoas envolvidas em denúncias de corrupção.

Essa atitude de confrontação recebeu muitas críticas dos políticos, que viram nas declarações a prova de que o trabalho dos procuradores é politizado. Os procuradores consideram que a renovação do Congresso em 2018 será fundamental para garantir a continuidade da Operação Lava Jato.

Ao mesmo tempo, surgem movimentos na sociedade civil para denunciar os parlamentares que não deveriam ser reconduzidos pelos eleitores, e outros que se propõem a financiar cursos para potenciais novos candidatos que representem uma nova postura de fazer política.

São movimentos que vão de encontro às máquinas partidárias tradicionais, que se preparam para as eleições sabendo que a disputa desta vez será também contra a desilusão dos eleitores, que pode produzir uma avalanche de votos em branco, nulos e abstenções.

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