Cícero Cattani
03 out 2015

A cada 15 minutos, um assalto; 16 casas por dia

  • Diego Ribeiro/Gazeta do Povo

A cada hora, quatro pessoas são assaltadas nas ruas do Paraná. Isso quer dizer que a cada quinze minutos, pelo menos uma pessoa é vítima de roubo no estado. Em Curitiba, há duas vítimas desse crime a cada hora em ambiente público. Os dados sobre crimes que ocorreram no estado durante o primeiro semestre foram divulgados nesta sexta-feira (2) pela Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp).

Os casos de roubo aumentaram 9% em relação ao mesmo período do ano passado em todo o estado. Na capital, o número de roubos nas ruas cresceu 8%.

Nos primeiros 181 dias de 2015, foram registrados 19.450 assaltos contra pessoas em ambiente público, como ruas e praças no Paraná. Se contar todos os tipos de roubos, o número aumenta para sete registros a cada hora.

Na avaliação do delegado, contudo, é preciso aumentar a prevenção com apoio da Polícia Militar e a investigação da Polícia Civil para tentar diminuir a incidência dos casos. “Para ter uma noção, eu estou agora no Bairro Alto, aqui em Curitiba, conversando com comerciantes da região que reclamaram de assaltos. Viemos aqui para entender o que está acontecendo, discutir as demandas com eles”, comentou o delegado, que saía da reunião com os proprietários dos estabelecimentos quando atendeu a reportagem por telefone.

O roubo aos comércios do Paraná também cresceram. Houve um aumento menor do que o de casos ocorridos nas ruas, pouco mais de 2%, considerado quase como estabilidade estatística. A notícia boa, contudo, é a diminuição acentuada de furtos dentro dos estabelecimentos em Curitiba: a queda chegou a 21%. O furto, no entanto, pode estar mais ligado a proteção patrimonial dos comerciantes, diferente do roubo, um crime que necessita de mais ousadia. Essa diminuição foi sentida também na região metropolitana da capital, que registrou menos 7% de furtos em comércio.

Cinco residências são assaltadas por dia em Curitiba. O Paraná registra 16 destes roubos a cada 24 horas. Na capital, houve um aumento de quase 4% dos casos. O número estadual cresceu 2%. Sobre esses crimes, o delegado Recalcatti atribui a quadrilhas articuladas e especializadas neste tipo de crime. Segundo ele, a Polícia Civil tem trabalhado constantemente para identificar e prender essas quadrilhas para tentar diminuir os roubos.

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