Por Roseli Abrão, blog
A um mês das eleições, o candidato do PDT, Gustavo Fruet, finalmente assumiu, no programa eleitoral levado ao ar na noite de segunda-feira, as duas maiores expressões do PT – o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.Na avaliação do jornalista e cientista político Emerson Cervi, esta é a “única saída” para Fruet, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas.
– A única saída para o Gustavo evitar a queda é a vinculação a Dilma e Lula, diz ele ao blog.
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Ao participar de uma sabatina promovida pelo Sinduscon o candidato Gustavo Fruet, do consórcio PDT-PT, fez coro as alegações que os ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo usam justificar os prejuízos ao Paraná que provocam com suas açôes em Brasília. Por causa das maquinações desses ministros o Estado ficou fora do PAC das Concessoes, um pacote de R$ 133 bilhões que não destinou um único real ao Estado, apesar de, pela primeira vez, o Paraná dispor de três ministros (todos petistas) em Brasília. O boicote ao Estado foi justificado pela ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunicações) por uma suposta ausência de projetos do Estado. A alegação, cínica, foi repetida por Fruet para questionar o fato de Curitiba também não receber mais recursos federais. “Estamos perdendo a oportunidade de utilizar os recursos do PAC por atraso nos projetos, nas licitações”, disse Fruet. Uma demonstração de que, pelo menos em termos de falta de escrúpulos, o candidato aderiu mesmo de corpo e alma ao PT.
Política em Debate, blog
Gustavo Fruet (PDT) finalmente resolveu explorar a ligação com o PT e os governos Lula e Dilma Rousseff em sua propaganda eleitoral. Nas palavras do coordenador de campanha de Fruet, Gerson Guelmann, o pedetista “saiu do armário”. O candidato destacou a melhoria da qualidade de vida e de poder aquisitivo, bem como dos hábitos de consumo dos brasileiros nos últimos anos, atribuindo isso às políticas dos governos petistas. Além disso, no programa de ontem à noite, Fruet também saiu do gabinete em que quase sempre aparecia na propaganda e apareceu em gravações externas, falando em tom mais animado. Mudanças que já vinham sendo esperadas, mas que podem ter demorado muito para acontecer. Resta saber se elas vão surtir o efeito esperado, ou seja, recuperar o espaço perdido para os adversários nas intenções de voto das pesquisas.
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Por Eliane Cantanhêde, Folha
BRASÍLIA - Os réus do mensalão sumiram, mas os advogados parecem em polvorosa –e com bons motivos.Considerados os capítulos da Câmara/BB e do núcleo financeiro, o viés do Supremo é claramente pela condenação e a ex-diretora do Banco Rural, Ayanna Tenório, é a exceção a confirmar a regra. Sua absolvição já era prevista, e ela está sendo, até aqui, a única a salvar o pescoço entre os 36 enviados para a guilhotina pela Procuradoria-Geral da República.
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Ilimar Franco, O Globo
Acendeu a luz amarela no Planalto. Com o PT perdendo espaço na maioria das capitais e com a asfixia pelo julgamento do mensalão, a presidente Dilma percebeu que, se não entrar de cabeça nas eleições, a correlação de forças em seu governo muda drasticamente. Hoje, começa a se reunir com líderes da base para conversas reservadas, em que pedirá ajuda e avaliará o impacto em 2014.
O que têm Ratinho Jr. e Celso Russomanno de parecidos: Têm pouco tempo de televisão e falam a mesma linguagem popular. As propostas de um parecem cópia do outro. Em São Paulo, o candidato ponteiro das pesquisas promete subsídios aos táxis, ônibus rebaixados para atender aos idosos, facilidades aos caminhoneiros, saúde custo zero e uniforme para todos os alunos do ensino municipal. Aqui, como lá, a força deles está junto às populações de baixa renda. São tidos como fenômenos eleitorais pelos marqueteiros, e assim têm de ser aceitos. Contra eles não há fórmula conhecidas. Podem ter curta duração ou não. O presidente da legenda de Russomanno , Marcos Pereira, que antes foi vice-presidente da Record, tem uma explicação melhor, que supostamente ouviu de Lula: para ter chances, um candidato precisa de partido forte, muito dinheiro ou rede de televisão. Com dois, já dá para vencer, conta Nelson de Sá, na Folha.
Luciano Ducci (coligação Curitiba sempre na frente) disse no encontro de candidatos na Cúria Metropolitana de Curitiba que na próxima gestão vai reduzir a miséria e retirar 10 mil famílias em áreas de risco na cidade. “No meu plano de governo há o compromisso de retirar as famílias da beira do rio e continuar com os programas sociais”, afirmou.
Ratinho Junior (coligação Curitiba Criativa) visitou o hospital Angelina Caron e falou sobre as parcerias e convênios que quer fazer para ajudar a regularizar a falta de atendimento médico em Curitiba. “Queremos resgatar convênios com hospitais da Região Metropolitana para montar uma rede articulada de atendimento”, explicou.
Rafael Greca (PMDB) destacou no encontro de candidatos na Cúria Metropolitana de Curitiba a importância dos programas governamentais para valorizar cidadãos e estimular o senso de responsabilidade social. “Serei o prefeito do povo, como já fui quando criei o programa Nascer em Curitiba Vale a Vida, hoje batizado de Mãe Curitibana”, afirmou.
Gustavo Fruet (coligação Curitiba quer mais) disse no encontro de candidatos na Cúria Metropolitana de Curitiba sobre a criação do Portal do Futuro em sua gestão, uma ação integrada entre várias secretarias da prefeitura para garantir educação, cultura, lazer, esporte e formação profissionalizante para os jovens curitibanos.
O candidato do PSC, Ratinho Júnior, comprou uma nova briga, agora com o as mulheres. Ao se posicionar contra o aborto no debate promovido pela Cúria Metropolitana ontem. Todos candidatos, exceto Avanilson, do PSTU, se posicionaram contra o aborto, mas Ratinho Júnior deu pano para manga. “Tenho pautado minhas decisões nessa clara visão sobre a vida, de que ela começa na concepção. A mãe não é dona da vida, é a geradora”, afirmou. O conceito confronta com o entendimento generalizado de que a mulher deve ter autonomia sobre o próprio corpo e que não uma simples incubadeira passiva para gerar filhos.Levado as últimas consequências a tese de que a mãe não é dona da vida, mas apenas geradora, não tem domínio do próprio corpo e está, portanto, impediria de fazer abortos mesmo em casos extremos, como o do estupro ou de má formação fetal que colocam em risco a vida da gestante.
A cada eleição o quadro político-partidário se reacomoda e faz nascerem novos cenários eleitorais para o novo embate. É evidente que os partidos saíram diferentes depois das próximas eleições, e o PT, especialmente após o julgamento do Mensalão.
O PT que é uma frente composta por varias organizações de esquerda que militaram no período da ditadura conseguiu nos últimos anos estabelecer uma maioria interna com o chamado CNB ou Campo Majoritário, mas que a cada voto dos ministros do STF leva um tiro entre os seus fundadores e organizadores. José Dirceu, João Paulo Cunha, José Genoíno, Delúbio Soares e Antonio Palocci, entre outros perderam força.
Por Rogério Galindo, Caixa Zero
Em 2010, num comício com Lula na Boca Maldita, Osmar Dias disse que havia demorado um ano e meio para conseguir começar seus discursos usando a expressão “companheiras e companheiros”. Naquele diz, conseguiu. E aderiu de vez ao lulismo. Não adiantou nada: acabou derrotado por Beto Richa no primeiro turno de qualquer maneira. Ontem, foi a vez de Gustavo Fruet terminar a sua adesão ao PT. No programa de tevê da noite, o candidato do PDT passou a primeira metade do tempo elogiando as conquistas de Lula e Dilma no âmbito federal. “Saímos do armário”, disse no Twitter o coordenador da campanha, Gerson Guelman. Que tipo de resultado isso dará? Só com o tempo se pode saber. Ainda mais sem Lula ou Dilma lá para abraçar o candidato.