O procurador-geral Roberto Gurgel contou uma história com começo, meio e fim, mas recorrendo mais a relatos de testemunhas e menos a provas documentais. Esse vai ser o centro do julgamento. Na profusão de nomes, valores, datas e fatos, algo aparentemente periférico se destaca: uma conta aritmética. Marcos Valério, o pivô, foi oito vezes ao Banco Central defender interesses do Banco Rural, que “emprestou” R$ 32 milhões para o esquema e foi brindado depois com R$ 1 bilhão na liquidação do Banco Mercantil de Pernambuco. Negócio da China!
Gazeta do Povo
Da madrugada de sábado (4) até as 17 h deste domingo (5) Curitiba e região metropolitana registraram 16 homicídios, segundo a Polícia Militar. Todas as vítimas eram homens e tinham entre 25 e 30 anos, com exceção de uma pessoa com 50 anos que morreu por agressão física. Na capital, os crimes ocorreram nos bairros Cajuru, Uberaba, Boqueirão e Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Na região metropolitana, os cinco crimes aconteceram em Colombo, São José dos Pinhais, Rio Branco do Sul, e Contenda… De 29 de julho a 2 de agosto, Curitiba ficou 88 horas sem registros de mortes violentas. O assassinato de um homem no bairro Alto Boqueirão, na manhã de quinta-feira, encerrou o período. Apesar desse longo tempo sem mortes, a capital paranaense é considerada a sexta mais violenta do Brasil, segundo o Mapa da Violência divulgado anualmente pelo Instituto Sangari.
Advogados do PT querem proibir a imprensa de usar a palavra “mensalão”. Em reunião nesta sexta-feira, 3, em São Paulo, cerca de 30 advogados decidiram que tomarão “providências jurídicas”, para que seja utilizada a designação “Ação Penal 470″, quando se referir ao suposto pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político ao governo Lula. O coordenador jurídico do PT, Marco Aurélio de Carvalho, disse que a palavra “mensalão” exprime juízo de valor pejorativo. Sua principal queixa é contra o uso feito pela TV Globo e pela Globo News, “que muitas vezes escrevem a palavra até em negrito”. E completa: “Uma concessão pública não deveria divulgar teses, apenas informações para o público”. A preocupação é com a repercussão do julgamento nas eleições. Primeiro tentarão resolver a situação com a mídia. Se não funcionar, entrarão na Justiça.
“Reitero o que eu falei. A minha luta era com o Zé Dirceu, ele me derrubou, mas eu salvei o Brasil dele. Caímos os dois”, diz Roberto Jefferson ao deixar o hospital onde foi operado de um câncer no pâncreas. Jefferson afirmou não poder avaliar as provas contra o ex-ministro José Dirceu, mas disse não ter “nenhum ódio ou ressentimento contra ele”. “A minha luta contra ele eu já exauri. A luta agora é de vocês [imprensa], da opinião pública, dos ministros daquela corte.” Caminhando e falando com certa dificuldade, ele disse que se sentia “muito bem” e demonstrou otimismo ao falar sobre sua saúde. “Recebi [o diagnóstico de câncer] com serenidade. Eu sou um guerreiro, já peitei o PT sozinho, o que eu não vou fazer com um câncerzinho de pâncreas? Dou de pau nele.”
Se o mensalão foi uma farsa, como recita Rui Falcão a 30 piscadas por minuto, o Brasil conseguiu produzir um espanto jurídico ainda mais impressionante que a colossal roubalheira descoberta em 2005: o erro judiciário endossado pela vítima. O injustiçado voluntário seria Sílvio Pereira, o Silvinho Land Rover, secretário-geral do PT quando Roberto Jefferson resolveu abrir o bico sobre o maior escândalo da história da República.
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José Luis de Oliveira ‘Juca’ Lima, advogado de José Dirceu, leva uma vantagem sobre os outros defensores dos réus do mensalão. Será o primeiro a ocupar a tribuna do STF nesta segunda-feira (6).
Juca vai expor a versão do seu cliente numa fase em que as acusações do Ministério Público, lidas pelo procurador-geral Roberto Gurgel na sexta-feira (3), ainda estão frescas na memória dos ministros do Supremo.
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Já está registrada do TSE, pesquisa Ibope encomendada pela RPC, para ser divulgada dia 10, sextafeira, na 2ª edição do Paraná TV e depois no Jornal Nacional. Será a primeira de um pacote de cinco pesquisas eleitorais do Ibope/RPC. Custo desta pesquisa: R$ 32.808,00. O ibope vai avaliar as administrações de Beto Richa e Dilma Rousseff, bem com identificará os problemas que mais afligem os curitibanos. Serão feitas 602 entrevistas. A margem de erro será de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
As mulheres foram destaque no encontro de sábado, com a presença de Dona Ivete, viúva do ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, que volta às campanhas, e a irmã Eleonora. Márcia, mulher de Fruet, emocionou as mais de 200 pessoas presentes ao encontro ao fazer um discurso homenageando as mulheres, como Helena Kolody, Zilda Arns, Júlia Wanderley e Flora Madalosso. “Hoje, temos uma grande necessidade de uma representação feminina na política. As mulheres corajosas de nossa coligação vão se eleger e ajudar na mudança de Curitiba. E teremos o privilégio de eleger um prefeito como o Gustavo, que respeita a mulher e tem a igualdade como princípio”, destacou . “Estamos nos mobilizando porque Curitiba quer muito mais”, completou Eleonora Fruet. “Está é uma manifestação emocionante. É a primeira campanha que participo em que vejo as mulheres serem a maioria no comando dos trabalhos”, garantiu Fruet.
A Gazeta do Povo e seu colunista Celso Nascimento mostraram preocupação com a qualidade dos candidatos a prefeito de Curitiba, que não estariam à altura dos grandes prefeitos que Curitiba já teve. A baixa qualidade teria sido exposta no debate da Bandeirantes, segundo análise feita na edição dominical. O principal colunista da Gazeta encontrou defeitos em todos candidatos, exceto em Gustavo Fruet, do PDT/PT, que, no entanto, considerou ter o problema de usar “linguagem um tanto hermética para ser entendida pela média dos eleitores”. Depois de debochar e atacar todos os demais candidatos, o colunista da GP revela seu empenho na eleição de Fruet sugerindo orações para que o curitibano possa identificar no antigo crítico do mensalão, hoje aliado do PT, o seu novo messiasurbanístico: “Quem sabe com muita reza o debate possa inspirar os eleitores a identificar, dentre os seis que dele participaram, o único que de fato apresenta melhor qualidade e competência para devolver a Curitiba a perspectiva de dias melhores. Dias melhores que aqueles antigos prefeitos citados no início permitiram a Curitiba viver.
O feitiço acabou se virando contra o feiticeiro. Se a polêmica sobre o desmembramento do caso do mensalão na Justiça, levantada pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, tinha a intenção imediata de implodir o julgamento no Supremo Tribunal Federal e, como efeito colateral, atrasar o processo a ponto de impedir que o ministro Cezar Peluso possa votar antes de se aposentar, o efeito foi outro. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ficou sozinho no palco, e sua acusação dominará o noticiário durante todo o fim de semana. A defesa, que dividiria com ele esse segundo dia de julgamento, só será protagonista dos trabalhos a partir de segunda-feira.
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